Foto: Divulgação / PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais, em parceria com equipes do Paraná e do Rio de Janeiro, realizou, na terça-feira (18 de novembro), uma operação para impedir a atuação de um grupo especializado em fraudes bancárias. A ação, chamada de Operação Estorno, prendeu cinco pessoas e cumpriu dez mandados de busca em Juiz de Fora, Bicas e no Rio. Além disso, os investigadores apreenderam equipamentos e produtos de luxo usados nos golpes.
Investigação começou no Paraná
A apuração começou no Paraná depois que uma vítima relatou transações suspeitas. Logo surgiram indícios de que parte do esquema funcionava em Juiz de Fora. Por isso, o setor de inteligência da Delegacia Regional mineira passou a trabalhar com os investigadores paranaenses.
Com o avanço das análises, os policiais descobriram como o grupo operava. Primeiro, os criminosos coletavam dados bancários das vítimas. Depois disso, sequestravam virtualmente as linhas telefônicas, o que deixava as pessoas incomunicáveis por vários dias. Nesse período, o grupo realizava compras expressivas no Rio de Janeiro, tanto de forma presencial quanto online.
Diante desse cenário, as equipes solicitaram mandados de busca e prisão.
Prisões ocorreram em diferentes bairros
Os policiais prenderam todos os suspeitos em Juiz de Fora. Dois deles, de 23 e 21 anos, foram detidos nos bairros Paineiras e Centro, já que ambos tinham mandados de prisão.
Em seguida, as equipes realizaram três flagrantes. No Jardim Laranjeiras, um homem de 29 anos guardava uma arma de fogo e mercadorias de origem duvidosa. No bairro Santa Luzia, um comerciante de 43 anos tentou dificultar o trabalho da polícia e acabou detido. Por fim, no bairro Ipiranga, uma mulher de 27 anos recebeu voz de prisão por receptação.
Apreensões reforçam atuação organizada
Durante as buscas, os agentes localizaram perfumes, roupas e artigos de luxo comprados com cartões das vítimas. Além disso, encontraram computadores, notebooks, celulares e equipamentos usados nos golpes. Em outro endereço, localizaram também uma pistola e centenas de munições, o que reforça a estrutura do grupo.