Foto: Reprodução / Prefeitura de Muriaé
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil prenderam nesta terça-feira (23 de setembro) um policial civil de Muriaé. A prisão ocorreu durante a Operação Mateus 6:24, que investiga corrupção passiva, concussão e tentativas de obstruir investigações ligadas a uma organização criminosa na Zona da Mata mineira. Além disso, as equipes cumpriram 11 mandados judiciais em Muriaé e Mercês. Durante as diligências, os agentes recolheram munições, documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que reforçam as investigações. Por isso, a operação ganhou destaque no estado.
Cobrança de propina e intimidação de vítimas
De acordo com o MPMG, o policial exigia propina de particulares para liberar bens apreendidos em inquéritos. Além disso, ele atuava de forma indevida em investigações, intimidava vítimas e utilizava violência para manter o esquema. Por consequência, o caso chamou a atenção de órgãos de controle. Assim, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e as Promotorias de Justiça de Muriaé apuram a participação de outros envolvidos. Com isso, os promotores acreditam que o servidor cooptava terceiros para dar continuidade às práticas ilegais.
Medidas aplicadas pela Justiça
A Justiça determinou a prisão preventiva do policial e afastou o servidor de suas funções na corporação. Além disso, suspendeu a posse e o porte de armas de fogo, ordenou o recolhimento das armas funcionais e particulares e bloqueou o acesso a sistemas internos da Polícia Civil. Dessa forma, o servidor também não pode entrar em unidades policiais de Muriaé nem manter contato com testemunhas, vítimas, familiares e informantes ligados ao caso.
Combate à corrupção policial
A operação mobilizou sete promotores de Justiça, delegados, policiais da Corregedoria da Capital e servidores do Ministério Público. Segundo o MPMG, a ação busca combater práticas de corrupção dentro das instituições policiais e, assim, garantir a lisura das investigações em Minas Gerais. Além disso, o órgão reforça que as investigações continuam e que novas medidas podem surgir.