Foto: João Gabriel
A Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Juiz de Fora, através do Observatório das Relações de Consumo, iniciou a divulgação mensal das taxas de juros cobradas pelos bancos. O foco é nas operações de crédito para pessoas físicas, ou seja, consumidores que não atuam como empresas.
No levantamento mais recente, referente ao período de 20 a 26 de agosto de 2025, duas modalidades continuam entre as mais caras. O cartão de crédito rotativo registrou média de +1,90%, enquanto o cheque especial alcançou +3,98%. Esse último pode refletir tanto o aumento da inadimplência quanto o custo de captação das instituições.
Por outro lado, o crédito pessoal consignado privado apresentou queda discreta de -2,25%, o que indica maior oferta ou menor risco percebido pelo mercado. Já o crédito pessoal não consignado caiu -3,27%, em movimento mais expressivo, possivelmente ligado a maior competitividade entre bancos ou leve melhora na percepção de risco. Além disso, o crédito consignado público e o cartão de crédito parcelado permaneceram praticamente estáveis. Nesse cenário, os créditos consignados, sobretudo o do INSS, seguem como os mais baratos.
Segundo o Procon, a iniciativa promove transparência no setor e fortalece a educação financeira. Com informações claras, a população entende que até pequenas variações percentuais fazem enorme diferença no valor final de um empréstimo ou financiamento. Dessa forma, os consumidores podem comparar melhor as ofertas e, consequentemente, forçar os bancos a oferecerem juros mais competitivos.
O órgão ressalta ainda que a divulgação ajuda a proteger quem vive em situação de vulnerabilidade. Isso porque evita que essas pessoas recorram a linhas de crédito com juros abusivos que, em muitos casos, resultam em superendividamento.