Foto: Divulgação / Polícia Federal
A Polícia Federal intensificou nesta sexta-feira (12 de setembro) a Operação Cambota. Essa fase amplia a Operação Sem Desconto e, além disso, combate um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. Dessa forma, a investigação ganhou novo fôlego e maior alcance.
PF cumpre mandados em São Paulo e no DF
As equipes da PF cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal. O Supremo Tribunal Federal autorizou as ordens judiciais e, assim, garantiu segurança jurídica às ações. Por isso, os agentes coletaram provas sobre obstrução, ocultação de patrimônio e tentativa de atrapalhar investigações ligadas ao esquema. Além disso, os policiais apreenderam documentos e equipamentos que podem esclarecer os desvios.
Entenda a origem das investigações
Em abril, a PF e a Controladoria-Geral da União iniciaram a Operação Sem Desconto. Esse trabalho investigou irregularidades em benefícios previdenciários e, portanto, expôs um esquema que desviou cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. Naquele momento, os investigadores afastaram seis servidores públicos e, ainda assim, bloquearam bens avaliados em mais de R$ 1 bilhão para garantir ressarcimentos. Assim, o governo conseguiu preservar valores para devolução posterior.
CPMI amplia pedidos e quebra de sigilos
Na quinta-feira (11 de setembro), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito aprovou cerca de 400 pedidos de informações e quebras de sigilo. Deputados e senadores requisitaram dados do INSS, da PF e da CGU para identificar todos os envolvidos e, consequentemente, acelerar o processo de responsabilização. Além disso, a CPMI confirmou pedidos de prisão preventiva para 21 investigados. Portanto, as investigações no Congresso avançam em sintonia com a PF.
Ressarcimento devolve bilhões a aposentados
O INSS já devolveu R$ 1,084 bilhão a 1,6 milhão de beneficiários. O pagamento começou em 24 de julho em parcela única e seguiu com correção pelo IPCA. A Advocacia-Geral da União bloqueou R$ 2,8 bilhões em ativos de pessoas físicas, empresas e associações investigadas. Por isso, o governo usa esses valores para ressarcir aposentados e pensionistas, e a adesão ao acordo segue aberta. Dessa forma, os beneficiários conseguem recuperar parte do dinheiro perdido.
Com a nova fase da Operação Cambota, a PF amplia as provas, recupera valores desviados e fortalece o ressarcimento aos prejudicados. Dessa maneira, o trabalho conjunto busca acelerar a responsabilização dos envolvidos e devolver os recursos para quem perdeu dinheiro.