Foto: Tony Winston / Agência Brasília
O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (10 de setembro) uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer. O acordo garante a produção nacional da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), que provoca bronquiolite e pneumonias graves em crianças pequenas. A aplicação pelo SUS começará na segunda quinzena de novembro, voltada para gestantes e bebês.
O Butantan entregará 1,8 milhão de doses até o fim de 2024. As gestantes receberão o imunizante a partir da 28ª semana, em dose única. Dessa forma, os anticorpos são transferidos ao bebê, o que amplia a proteção logo nos primeiros meses de vida.
O VSR responde por 80% dos casos de bronquiolite e por 60% das pneumonias em crianças menores de 2 anos. Além disso, uma em cada cinco infectadas precisa de atendimento médico e, em média, uma a cada 50 acaba internada no primeiro ano de vida. No Brasil, cerca de 20 mil bebês vão para hospitais todos os anos devido ao vírus. Com a vacinação, o governo espera evitar 28 mil internações e proteger aproximadamente 2 milhões de recém-nascidos.
Produção nacional de remédio para esclerose múltipla
O governo também confirmou que o país fabricará o natalizumabe, medicamento biológico usado contra a esclerose múltipla. A farmacêutica Sandoz repassará a tecnologia ao Instituto Butantan por meio de uma parceria de desenvolvimento produtivo.
Hoje o SUS já oferece esse remédio, mas depende de um único fornecedor registrado. Com a produção nacional, o ministério busca reduzir a dependência externa e garantir maior estabilidade no fornecimento.
A esclerose múltipla atinge principalmente adultos entre 18 e 55 anos. A forma remitente-recorrente, que representa 85% dos diagnósticos, provoca surtos seguidos de períodos de melhora. O natalizumabe atenderá pacientes que não tiveram resposta adequada a outros tratamentos.