Foto: João Gabriel
Na manhã desta quinta-feira (28 de agosto), a Polícia Militar recebeu denúncia de mau cheiro em uma rua de Juiz de Fora. Quando chegaram ao local, os policiais encontraram o corpo de um jovem em avançado estado de decomposição. Ele estava enrolado em tecido e escondido sob uma escada no quintal da casa.
De acordo com testemunhas, o jovem tinha deficiência física, dificuldades de locomoção e dependia de cuidados constantes. Moradores contaram que ele não aparecia há cerca de quatro meses. Nesse período, deveria estar sob responsabilidade de familiares. Além disso, a residência apresentava condições insalubres e muita desorganização, sem estrutura adequada para moradia.
A responsável legal afirmou que havia transferido os cuidados para outro parente. No entanto, não mostrou provas dessa mudança nem comprovou o repasse dos recursos financeiros destinados à assistência. Apesar de dormir no imóvel durante a semana, ela disse que não percebeu o odor e que desconhecia a presença do corpo na casa.
A perícia técnica analisou o local e confirmou que o estado do cadáver impediu a identificação de possíveis lesões externas. Em seguida, a funerária de plantão levou o corpo para o Instituto Médico Legal (IML).
Diante das contradições, das condições precárias do imóvel e da omissão nos cuidados, a Polícia Militar prendeu a responsável legal em flagrante. Ela responderá por abandono de incapaz, enquanto a investigação continua para esclarecer todos os detalhes do caso.