Foto: Divulgação / Polícia Civil
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) condenou dez pessoas acusadas de integrar o núcleo policial e jurídico da organização criminosa investigada na Operação Transformers. Os crimes incluem organização criminosa, corrupção e tráfico de drogas.
A Operação Transformers começou em outubro de 2022, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Juiz de Fora. Com isso, o MPMG desarticulou parte da quadrilha que atuava na Zona da Mata mineira entre 2018 e 2022.
O delegado de Polícia Civil recebeu pena de 50 anos, seis meses e oito dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Os outros nove réus — seis policiais civis, dois advogados e um traficante — receberam penas entre cinco e 37 anos. Além disso, todos devem cumprir suas sentenças em regime fechado.
A ação penal atingiu integrantes do núcleo “corrupção policial e jurídico”. Assim, a investigação identificou cerca de 30 membros da quadrilha, denunciados em quatro ações penais diferentes.
Antes desta ação, 19 pessoas já receberam condenações nos núcleos “liderança e controle financeiro”, “logística e fornecimento de veículos” e “operacional”. Portanto, a Justiça já desarticulou quase toda a organização criminosa.
A denúncia relata que a quadrilha movimentou cerca de R$ 257 milhões com produção e distribuição de drogas. Policiais civis recebiam propina em troca de apoio às atividades criminosas.
Os réus ainda podem recorrer da decisão judicial.