Foto: João Risi / MS
A partir desta sexta-feira (15 de agosto), o Ministério da Saúde disponibiliza pelo SUS o teste molecular DNA-HPV. Assim, mulheres terão acesso a uma forma mais eficaz de prevenção do câncer do colo do útero.
O que é o teste DNA-HPV?
O teste identifica 14 tipos de papilomavírus humano (HPV). Dessa forma, ele detecta o vírus antes do surgimento de lesões ou do câncer em estágio inicial, mesmo em mulheres sem sintomas. Além disso, o exame permite ampliar o intervalo entre coletas: quando o resultado é negativo, a mulher só precisa repetir o teste após cinco anos.
Essa tecnologia também reduz procedimentos desnecessários e diminui os custos no sistema público de saúde. Com isso, a cobertura de prevenção pode aumentar em todo o país.
Como será a coleta?
O exame é produzido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, vinculado à Fiocruz, e substituirá gradualmente o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau. Porém, o Papanicolau continuará sendo realizado em casos em que o teste molecular apresentar resultado positivo.
A coleta é semelhante à do Papanicolau. O material é retirado do colo do útero durante o exame ginecológico. Em vez de ser colocado em uma lâmina, a amostra vai para um tubo com líquido conservante e segue para o laboratório, onde ocorre a análise do DNA do vírus.
Onde o teste será ofertado?
Nesta primeira fase, o exame estará disponível em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Distrito Federal. Além disso, cada estado começará com um município, e a cobertura será expandida até 2026.
Com isso, a meta do Ministério da Saúde é atender sete milhões de mulheres entre 25 e 64 anos anualmente.
Por que esse exame é importante?
O HPV é a principal causa do câncer do colo do útero. Por isso, a testagem se torna essencial na prevenção. Esse tipo de câncer é o terceiro mais comum entre mulheres no Brasil. Estima-se que ocorram 17 mil novos casos por ano. Além disso, dados do Inca indicam 15 casos a cada 100 mil mulheres.
O câncer do colo do útero provoca cerca de 20 mortes por dia no país. Por isso, ele preocupa especialmente no Nordeste. Assim, a OMS recomenda a testagem de HPV como padrão para eliminar a doença até 2030.