As negociações salariais do transporte coletivo em Juiz de Fora continuam sem consenso. Nesta segunda-feira (18 de agosto), representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano (SINTTRO-JF), do Consórcio Via JF e da Prefeitura participaram de reunião na Gerência Regional do Trabalho e Emprego. O gerente regional Sérgio Tatsuo Nagasawa mediou o encontro, que envolveu diretamente cerca de dois mil trabalhadores.
Proposta apresentada
Durante a rodada, as partes revisaram as propostas anteriores. No entanto, não chegaram a um entendimento. Para tentar avançar, o mediador sugeriu reajuste de 5,18% sobre salários e tíquete-alimentação, intervalo intrajornada de 2h30min e concessão de um tíquete extra de R$ 400,00. Além disso, ele confirmou a manutenção da data-base e das demais cláusulas já vigentes.
O gerente destacou que apenas a concessão mútua permitirá a construção de um acordo. Dessa forma, a reunião terminou sem consenso. Por isso, uma nova rodada foi marcada para o dia 25 de agosto, às 14h, na sede da GRTE/JF.
Posição do Consórcio
Logo após o encontro, o Consórcio Via JF divulgou nota. O grupo reforçou que conduz as negociações em conformidade com os princípios da boa-fé e da transparência. Além disso, afirmou que mantém o diálogo aberto e busca soluções consensuais que contemplem trabalhadores, empresas e usuários do transporte.
Histórico de tensões
As dificuldades nas negociações já haviam ficado evidentes em 24 de julho, quando motoristas paralisaram o transporte coletivo por mais de três horas. O movimento começou por volta das 14h, em horário de pico, e provocou transtornos em várias regiões da cidade. Assim, passageiros enfrentaram atrasos, pontos lotados e incerteza sobre o funcionamento das linhas.
Naquele dia, o Consórcio Via JF classificou a paralisação como ilegal. Segundo a empresa, a Lei nº 7.783/1989 exige aviso prévio de 72 horas, operação mínima de 30% da frota e continuidade em atividades essenciais. A Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU), confirmou que o protesto estava ligado à campanha salarial. Além disso, notificou as empresas e cobrou a normalização imediata do serviço.
Expectativa da categoria
Agora, os trabalhadores aguardam os próximos desdobramentos. A categoria pressiona por avanços salariais e em benefícios. Por outro lado, os usuários temem novos impactos na mobilidade da cidade. Mesmo assim, as partes mantêm o diálogo aberto. Portanto, a próxima reunião no Ministério do Trabalho será decisiva para definir os rumos da negociação.