Foto: JF Informa
Mais de três mil pessoas precisaram de atendimento no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora em 2025, após se envolverem em sinistros de trânsito. O volume preocupa, principalmente porque reflete um cenário que poderia ser diferente. Em grande parte dos casos, o respeito às regras básicas de trânsito teria evitado as ocorrências.
Esses números apontam para uma realidade clara: a imprudência no trânsito segue como uma das principais causas de atendimentos de urgência no município. Por isso, torna-se urgente adotar medidas mais eficazes de conscientização.
Entenda o que é um sinistro de trânsito
Desde a aprovação da Lei nº 14.599/23, o termo “sinistro de trânsito” substituiu oficialmente a palavra “acidente” no Código de Trânsito Brasileiro. A mudança destaca um ponto essencial: na maioria das vezes, o fato poderia ter sido evitado.
Segundo a nova definição, o sinistro envolve qualquer evento com danos a veículos, carga, pessoas ou animais, desde que pelo menos um dos envolvidos estivesse em movimento em via pública. Assim, o termo reconhece que decisões humanas estão por trás de muitas dessas situações.
A prevenção está nas atitudes diárias
Para reduzir esses números, algumas medidas simples fazem toda a diferença. Por exemplo, respeitar os limites de velocidade, utilizar sempre o cinto de segurança e obedecer à sinalização são práticas básicas. No entanto, muita gente ainda ignora essas normas.
Além disso, manter a atenção durante a condução e evitar distrações contribui significativamente para um trânsito mais seguro. Mesmo ações pequenas, como diminuir a velocidade em cruzamentos, ajudam a salvar vidas.
Por outro lado, quando essas atitudes não são praticadas, os reflexos surgem nos hospitais. O impacto sobre os serviços de saúde é grande, e o sistema acaba sobrecarregado. Como resultado, o atendimento de urgência enfrenta filas, faltam leitos e os profissionais trabalham no limite.