Foto: IStock
O Brasil fechou o segundo trimestre de 2025 com uma taxa de desemprego de 5,8%. Esse percentual representa o menor patamar já registrado pela série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (31 de julho), por meio da Pnad Contínua. A pesquisa aponta um cenário de melhora no mercado de trabalho, com aumento do número de pessoas ocupadas e crescimento nos salários.
Número de trabalhadores cresce e desemprego encolhe
Nos três meses encerrados em junho, o país contabilizou 102,3 milhões de pessoas ocupadas. Enquanto isso, 6,3 milhões ainda buscavam uma vaga. Em comparação com o primeiro trimestre, o número de trabalhadores aumentou 1,8%, o que equivale a 1,8 milhão de pessoas a mais com emprego. Simultaneamente, o total de desocupados caiu 17,4%, ou seja, 1,3 milhão deixaram a fila do desemprego.
Além disso, o número de brasileiros com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões. Esse dado marca um recorde histórico. Ao mesmo tempo, os trabalhadores sem carteira também cresceram. O grupo somou 13,5 milhões de pessoas, representando um aumento de 2,6% em relação ao trimestre anterior.
Renda sobe e movimenta a economia
O rendimento médio mensal do trabalhador atingiu R$ 3.477, o maior valor já registrado pelo levantamento. Esse número ficou 1,1% acima do primeiro trimestre de 2025 e 3,3% superior ao mesmo período de 2024. Assim, o aumento da renda reforçou o poder de compra da população.
Outro dado que merece destaque é o volume da massa de rendimentos. O total chegou a R$ 351,2 bilhões, superando em R$ 19,7 bilhões o valor registrado no segundo trimestre do ano passado. Essa alta corresponde a um crescimento de 5,9%, o que ajuda a movimentar diversos setores da economia, tanto por meio do consumo quanto da poupança.
Informalidade recua e desalento diminui
A taxa de informalidade ficou em 37,8%, a menor desde o segundo trimestre de 2020. Esse número inclui trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e empregadores sem CNPJ. Portanto, a redução desse índice representa um avanço relevante para o mercado de trabalho.
Além disso, o número de pessoas desalentadas também caiu. Esse grupo reúne brasileiros que desistiram de procurar emprego por não acreditarem em uma oportunidade. No segundo trimestre, o total de desalentados caiu para 2,8 milhões, o menor desde 2016. O recuo indica uma melhora na confiança da população em relação ao mercado.
IBGE atualiza base com dados do Censo 2022
Nesta edição da Pnad Contínua, o IBGE utilizou, pela primeira vez, ponderações baseadas no Censo Demográfico de 2022. A mudança aumentou a precisão da amostra, seguindo padrões internacionais de estatística. Ao todo, a pesquisa alcançou 211 mil domicílios espalhados por todos os estados e o Distrito Federal.
O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais, em qualquer tipo de ocupação. Isso inclui empregos com ou sem carteira, trabalhos temporários, por conta própria e atividades autônomas. O instituto só considera desocupadas as pessoas que buscam ativamente uma vaga no mercado.