Foto: Divulgação / PJF
O Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região celebrou seu primeiro mês de funcionamento com resultados impressionantes. Desde o dia 30 de junho de 2024, quando abriu as portas, cerca de 3.700 pessoas visitaram o espaço. A média de 150 visitantes por dia superou as expectativas da equipe organizadora e reforçou a importância do projeto.
Localizado no Paço Municipal, entre a Avenida Rio Branco e a Rua Halfeld, o centro ocupa um ponto central da cidade. Por isso, o acesso ao local se tornou fácil e simbólico. Além disso, a escolha do espaço representou um passo importante na ressignificação dos espaços públicos e no reconhecimento da história negra na Zona da Mata mineira.
Iniciativa nasceu com foco no resgate da ancestralidade
A Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir), implantada recentemente pela Prefeitura de Juiz de Fora, idealizou o projeto como uma das primeiras ações de impacto. A prefeita Margarida Salomão orientou pessoalmente sua criação. De acordo com a secretária da pasta, Giane Elisa Sales de Almeida, a proposta surgiu da necessidade urgente de valorizar a memória da população negra local.
A exposição de estreia, intitulada Estesia, apresenta ao público obras com forte apelo simbólico. Um dos destaques é Pequena África, criada pelo artista juiz-forano Ramón Brandão. A obra retrata a fachada do próprio Paço Municipal e estabelece conexões visuais com outros centros de memória afro-brasileira, como o Cais do Valongo (RJ) e o Pelourinho (BA).
Público diversificado e envolvido
Ao longo desse primeiro mês, o Centro atraiu um público variado. Estudantes, famílias, professores e turistas passaram por ali, muitos por recomendação de amigos ou por divulgação em escolas. Além disso, os depoimentos deixados nos livros de visita mostraram o impacto emocional que a experiência proporcionou. Muitos relataram que se sentiram representados e conectados às próprias raízes.
Inspirado em instituições como o MUHCAB (RJ), o Muquifu (BH) e o Museu Afro Brasil (SP), o centro juiz-forano pretende alcançar o reconhecimento como museu. Para isso, os responsáveis planejam formalizar o processo junto ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Ainda neste segundo semestre, a equipe deve avançar nesse trâmite.
Programação cultural deve crescer nos próximos meses
Enquanto aguarda a oficialização como museu, o Centro continua ativo e com planos para ampliar a programação. A partir dos próximos meses, novas exposições, rodas de conversa, exibições de filmes, oficinas, seminários e outras atividades culturais vão compor a agenda. Ao mesmo tempo, o acervo permanente seguirá em expansão, garantindo a preservação contínua da memória negra.
Visitação aberta ao público
📍 Endereço: Paço Municipal – Av. Rio Branco, 2234, Centro (em frente ao Parque Halfeld)
🕘 Horários: Terça a sexta-feira, das 9h às 17h. Sábados, das 9h às 15h.