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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (25 de julho), que vai aplicar a bandeira tarifária vermelha no patamar 2 durante agosto. Com isso, os consumidores vão pagar R$ 7,87 a mais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Essa cobrança mais alta não ocorria desde outubro do ano passado.
A Aneel tomou essa decisão porque os principais reservatórios hidrelétricos do país registraram volumes abaixo da média. Por isso, as usinas termelétricas, que custam mais para operar, precisaram entrar em ação para garantir o fornecimento de energia. Essa mudança eleva diretamente os custos da geração, que são repassados ao consumidor.
O impacto dessa alta já aparece no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de julho. A energia elétrica residencial subiu 3,01%, sendo o item que mais aumentou o índice, com peso de 0,12 ponto percentual.
Desde junho, a Aneel aplicava a bandeira vermelha no patamar 1, que gerava cobrança extra de R$ 4,46 por 100 kWh. Especialistas do setor, como a Armor Energia, já esperavam essa alteração para agosto. A empresa aponta que os reservatórios podem se recuperar em setembro, o que reduziria a tarifa.
O dinheiro arrecadado com as bandeiras cobre os custos extras das usinas mais caras. Desde fevereiro, a piora na previsão de chuvas elevou o risco hidrológico (GSF). Além disso, o aumento do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) contribuiu para acionar a bandeira mais cara.