Foto: João Gabriel
A Justiça libertou três vigias investigados por estupro coletivo em Juiz de Fora. O crime aconteceu em março de 2025, dentro de um condomínio localizado na Cidade Alta. Desde abril, os suspeitos estavam presos. No entanto, o juiz concluiu que a prisão ultrapassou o prazo legal, pois o inquérito ainda não terminou.
A decisão foi publicada na quinta-feira (24). Todos estavam no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp). A defesa de um dos suspeitos solicitou a liberdade. Apesar disso, o juiz entendeu que os outros dois estavam na mesma situação. Por esse motivo, também determinou a soltura dos demais.
Além desses três homens, outro vigia já havia saído da prisão dias após o registro do crime. Já o fotógrafo apontado no caso também conseguiu a revogação da prisão. Ele ficou foragido por um tempo, mas depois se apresentou.
Vítima identificou suspeitos após assistir às imagens de segurança
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima passou a noite do dia 6 de março com duas amigas em um restaurante do Bairro Cascatinha. As três consumiram bebidas alcoólicas e, por isso, não conseguiram dirigir para casa.
Um fotógrafo, que também participava do evento, percebeu a situação e ofereceu ajuda. Ele levou as mulheres até o condomínio. Depois, voltou para buscar o carro. Em seguida, retornou à casa da vítima. Ao chegar, contou com o apoio dos vigias e pulou o muro para entrar no imóvel.
Segundo o relato da mulher, ela não teve reação quando um dos homens entrou em seu quarto. Ela afirmou que estava muito alcoolizada e sofreu o abuso naquele momento.
Na manhã seguinte, ao assistir às imagens das câmeras de segurança, reconheceu os suspeitos. Então, buscou atendimento no Hospital de Pronto-Socorro (HPS). Um exame médico confirmou a relação sexual.
Polícia segue com novas análises periciais
A Polícia Civil finalizou o inquérito em maio e o encaminhou ao Judiciário. No entanto, a Justiça devolveu o processo com novas exigências. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ficou responsável pelos procedimentos.
Os investigadores analisam imagens, celulares e amostras genéticas. De acordo com a corporação, os exames cumprem padrões técnicos e legais. Além disso, buscam garantir provas sólidas e uma responsabilização justa.
Embora os laudos ainda estejam em andamento, a investigação segue dentro dos prazos autorizados. A polícia informou que mantém o compromisso de apurar os fatos com rigor e objetividade.