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Julho das Pretas leva cultura e marcha antirracista a Juiz de Fora

Davi Dias 21 de julho de 2025

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Julho das Pretas

Foto: Divulgação / PJF

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Juiz de Fora se prepara para uma semana especial. Entre os dias 22 e 25 de julho, a cidade realiza a programação do Julho das Pretas, que promove ações voltadas à valorização da cultura afro-brasileira. Além disso, o evento reforça o papel central das mulheres negras na construção da sociedade.

Organizadores de coletivos locais, ativistas e a Prefeitura trabalham juntos na iniciativa. O objetivo é ampliar os debates sobre raça e gênero por meio de arte, história, educação e ocupação do espaço público. Desde 2023, o Julho das Pretas integra o calendário oficial da cidade, conforme estabelece a Lei nº 14.661.

Embora a programação se divida por locais e temas, todas as atividades seguem a mesma essência: dar visibilidade às vivências e resistências das mulheres negras. Além disso, a iniciativa celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia de Tereza de Benguela, reconhecida liderança quilombola.

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Quatro dias de cultura, reflexão e movimento

A edição deste ano reúne apresentações culturais, visitas guiadas, exibição de documentário, rodas de conversa e uma marcha simbólica. A programação foi construída de forma colaborativa com diversos coletivos e grupos atuantes na cidade.

A seguir, veja os principais destaques:

📍 Segunda-feira (22 de julho)

Performance e roda de conversa

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  • Tema: “Deus é uma Mulher Preta”
  • Participantes: Ciça Liberdade e Arielle Teles
  • Local: Casa da Mulher (Av. Garibaldi Campinhos, 169 – Vitorino Braga)
  • Horário: 19h às 21h

Logo no primeiro dia, a apresentação artística abre os trabalhos. Em seguida, a roda de conversa convida o público a refletir sobre os desafios enfrentados pelas mulheres negras na sociedade atual.

📍 Terça-feira (23 de julho)

Visita guiada ao Centro de Preservação da Memória Negra

  • Horário: 18h30
  • Observação: Vagas limitadas

A visita oferece uma experiência educativa. Assim, os participantes conhecem mais sobre a história negra da cidade e compreendem melhor a importância da memória coletiva.

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📍 Quarta-feira (24 de julho)

Documentário e debate

  • Exibição: “Interpreta-me”
  • Convidadas: Amanda Pinheiro (Conexão Melanina), Leila (Coletivo Ancestralidade), Isa (Margens), Edna Alves (Casa Cirene Candanda), representantes da OAB e a jornalista Lívia Calmon
  • Local: CCBM
  • Horário: 18h30

Logo após o filme, o público participa de um debate mediado por mulheres de diferentes frentes de atuação. Com isso, a atividade conecta diversas narrativas e estimula o diálogo.

📍 Quinta-feira (25 de julho) – Parte 1

Aula de dança e roda de conversa

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  • Professora: Cíntia Ébano
  • Tema: “Mulheres afrocentradas em movimento” (com Grupo Aya e Coletivo Margens)
  • Local: Casa da Mulher
  • Horário: 19h

A dança se apresenta como expressão política e cultural. Além disso, a roda de conversa valoriza a ancestralidade e fortalece a identidade afrocentrada no cotidiano.

📍 Quinta-feira (25 de julho) – Parte 2

Marcha Antirracista no Centro da cidade

  • Concentração: 17h30 (Parque Halfeld – em frente ao Centro de Preservação da Memória Negra)
  • Saída: 19h
  • Trajeto: Parque Halfeld – Calçadão – Avenida Getúlio Vargas – Praça da Estação

Por fim, a marcha simboliza a força coletiva das mulheres negras. Nesse momento, elas ocupam o espaço urbano com firmeza, reafirmando seus saberes, histórias e lutas.

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