Foto: Divulgação / Procon
Nesta terça (15 de julho) e quarta-feira (16 de julho), o Procon de Juiz de Fora realizou a segunda edição do Programa de Capacitação da Fiscalização. A atividade reuniu aproximadamente 70 fiscais de posturas do município e também atraiu representantes dos Procons de Viçosa, Muriaé e da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Pomba e Muriaé (Procon-CIMERP).
O curso aconteceu no auditório do próprio Procon e fortaleceu o compromisso da cidade com a atualização constante dos servidores que atuam na proteção dos consumidores. Durante os dois dias, os participantes se engajaram em aulas teóricas e práticas, além de espaços abertos para perguntas e debates.
Especialistas do Procon-MG compartilharam 20 anos de experiência
Os instrutores do curso, Luiz Otávio Teixeira e Ronaldo Moraes Junior, trouxeram uma bagagem sólida. Luiz coordena há 20 anos a Divisão de Fiscalização das Relações de Consumo do Procon-MG/MPMG, enquanto Ronaldo atua como agente fiscal na mesma instituição.
Ambos guiaram os participantes por uma programação rica em conteúdo. Entre os temas abordados, destacaram-se:
- Organização de equipes e estratégias de abordagem
- Diferença entre fiscalização orientadora e punitiva
- Técnicas de atuação à paisana
- Diálogo com fornecedores, prepostos e consumidores
- Regras de precificação e clareza nas vitrines e cardápios
Luiz Otávio ressaltou a importância de garantir acesso à informação clara. “O consumidor precisa ver o preço antes de decidir entrar em uma loja ou restaurante. Portanto, a exposição dos valores nas vitrines e entradas dos estabelecimentos é fundamental para evitar constrangimentos”, afirmou.
Capacitação acompanha mudanças no comportamento de consumo
Além de abordar a legislação vigente, o curso também discutiu os novos formatos de relação entre consumidor e fornecedor. Guilherme Giovannoni, gerente do Departamento de Práticas Infrativas do Procon/JF, explicou por que a atualização constante é essencial:
“Hoje, grande parte das relações de consumo acontece no meio digital. Há alguns anos, ninguém imaginava assinar um contrato com um clique. No entanto, essa é a realidade atual. O direito precisa se adaptar, e a fiscalização precisa acompanhar esse ritmo”, disse.