Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Concluintes de medicina inscritos no Enade já podem garantir sua inscrição no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Além disso, interessados que pretendem usar o exame em processos seletivos também podem participar. Porém, o prazo termina em 18 de julho, e as inscrições ocorrem exclusivamente pelo Sistema Enamed.
Prova marcada para 19 de outubro
A prova vai acontecer em 19 de outubro e avaliará as principais áreas da medicina. Entre elas, clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina da família e comunidade, saúde coletiva e saúde mental, esta última abordada de forma interdisciplinar.
Como funciona o exame
O Ministério da Educação (MEC) destaca que o exame seguirá os critérios do Enade, além de respeitar as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e as normas que regem a profissão médica. Assim, a prova contará com 100 questões objetivas, divididas igualmente entre as áreas mencionadas.
Além disso, os participantes responderão a questionários específicos. Enquanto os concluintes inscritos no Enade preencherão um questionário para estudantes, os demais participantes devem responder a um questionário contextual obrigatório. Também haverá um questionário de percepção da prova para todos.
Participação obrigatória e voluntária
Vale destacar que o Enamed é obrigatório para os concluintes inscritos no Enade pelo coordenador do curso. Contudo, os demais interessados podem participar voluntariamente, especialmente aqueles que desejam usar o resultado para seleção nas residências médicas de acesso direto, via Exame Nacional de Residência (Enare).
Objetivos do Enamed
O MEC reforça que o exame tem dois principais objetivos. Primeiro, verificar se os estudantes adquiriram as competências exigidas pelas DCNs. Segundo, fornecer dados que ajudem a melhorar a formação médica no país. Além disso, o Enamed unifica a avaliação do Enade e a prova teórica do Enare, facilitando o acesso à residência médica.
Dessa forma, o governo quer garantir que os futuros médicos estejam preparados para atuar com qualidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, esse modelo cria uma avaliação padronizada e transparente, tornando o ingresso nas residências mais justo e acessível para todos.