Foto: Divulgação / PMMA
Uma operação conjunta entre o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e a Polícia Militar do Meio Ambiente revelou a existência de um abatedouro clandestino no município de Ervália, localizado na Zona da Mata mineira. A ação começou após denúncias de abate irregular de animais, maus-tratos e descarte inadequado de resíduos. Como resultado, os fiscais aplicaram uma multa superior a R$ 500 mil.
Denúncia levou à fiscalização imediata
A Ouvidoria-Geral do Estado de Minas Gerais recebeu a denúncia e, em seguida, acionou o IMA. Logo depois, o Núcleo de Denúncias e Requisições (NUDEN) enviou o caso à Polícia Militar do Meio Ambiente, que acompanhou os fiscais até a propriedade suspeita.
Quando as equipes chegaram ao local, encontraram um homem no interior da fazenda. Contudo, ao perceber a presença dos fiscais, ele fugiu por um portão nos fundos. A estrutura aberta indicava que, além dele, outro indivíduo também escapou. Pouco depois, as autoridades identificaram um dos fugitivos como sócio do empreendimento clandestino.

Irregularidades reforçaram as denúncias
Durante a vistoria, os agentes observaram várias carnes penduradas fora da câmara fria. Além disso, carcaças de animais estavam em ambiente sem higiene. Um gato circulava entre vísceras espalhadas, e uma caminhonete com sangue na carroceria indicava transporte impróprio de carne.
Mais adiante, os fiscais localizaram quatro cabeças de gado com sinais de afundamento no crânio, o que demonstrava uso de marreta no abate — prática proibida por lei. A ferramenta foi apreendida no local. Um dos sócios, que compareceu durante a ação, admitiu o uso do objeto. Segundo ele, o equipamento insensibilizador para suínos apresentava defeitos e não havia estrutura adequada para abate de bovinos.
Além das questões sanitárias, os fiscais encontraram sérios problemas ambientais. O sistema de tratamento de resíduos operava de forma ineficiente. Como consequência, resíduos sólidos acumulavam-se na última caixa de escoamento. Em seguida, os dejetos escorriam até um córrego próximo, agravando ainda mais a situação.
Multa pesada e responsabilização judicial
Diante de todas as irregularidades encontradas, os fiscais lavraram um Auto de Infração Ambiental Digital. Imediatamente, aplicaram uma multa que ultrapassou os R$ 500 mil. Em complemento, os agentes encaminharam o caso à Polícia Civil e ao Ministério Público, para que tomem as medidas penais cabíveis.
Essa ação conjunta reforça a importância das denúncias e da atuação integrada entre os órgãos fiscalizadores. Além disso, evidencia a necessidade de mais rigor no combate a práticas ilegais que colocam em risco a saúde pública e o meio ambiente.