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O golpe do WhatsApp foi o mais aplicado contra clientes bancários no Brasil em 2024, segundo levantamento divulgado nesta semana pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Foram 153 mil casos registrados, número superior ao de fraudes como falsas vendas e ligações de falsos funcionários de banco.
Como o golpe funciona
O golpe começa com os criminosos obtendo informações básicas da vítima, como nome e número de telefone. Em seguida, eles instalam o WhatsApp em outro aparelho e tentam ativar a conta da vítima, que recebe um código de verificação por SMS. Os golpistas entram em contato dizendo que o código foi enviado por engano ou alegam ser de uma empresa ou banco pedindo a verificação.
Se a vítima informa o código, o criminoso clona sua conta. A partir disso, começa a enviar mensagens para os contatos fingindo ser a própria pessoa, geralmente com pedidos de transferência de dinheiro, justificando emergências ou oferecendo oportunidades falsas.
Como se proteger
A Febraban orienta os usuários a adotarem medidas simples, mas eficazes, para evitar esse tipo de fraude:
- Nunca compartilhe o código de verificação do WhatsApp, mesmo que a solicitação pareça confiável.
- Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp, criando uma senha que impede a ativação da conta em outro aparelho sem autorização.
- Desconfie de mensagens com pedidos de dinheiro, mesmo que venham de conhecidos. Sempre confirme por ligação ou outro canal.
- Mantenha seus dados pessoais e bancários protegidos e evite expô-los em redes sociais.
Como denunciar
Se você foi vítima ou identificou uma tentativa de golpe, é possível denunciar:
- Na Polícia Civil, presencialmente ou via Delegacia Virtual (dependendo do estado).
- No site do banco ou aplicativo, através dos canais de denúncia de fraudes.
- No site do WhatsApp, que permite reportar contas fraudulentas diretamente pelo aplicativo.
Além disso, vale registrar boletim de ocorrência e comunicar amigos e familiares para evitar que outras pessoas caiam no golpe.