Foto: MPMG
Na quarta-feira (25 de junho), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar realizaram uma operação importante contra o Comando Vermelho. A ação atingiu principalmente Juiz de Fora, mas também Muriaé e Santos Dumont, cidades da Zona da Mata mineira. Ao todo, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesses locais.
A operação, denominada “Chicago”, incluiu buscas em unidades prisionais de Juiz de Fora e Muriaé. Conforme o MPMG, a facção controla o tráfico de drogas e movimenta dinheiro ilegal dentro dessas penitenciárias. Por isso, a ação teve como objetivo enfraquecer essa estrutura criminosa.
Embora o órgão ainda não tenha divulgado o total de itens apreendidos, nove líderes da facção já enfrentam denúncias por crimes graves. Entre eles, associação criminosa armada, corrupção ativa, tráfico de drogas e facilitação da entrada de celulares em presídios.
Estrutura organizada da facção na Zona da Mata
As investigações revelaram que o Comando Vermelho possui quatro núcleos estruturados, que atuam de forma integrada em Minas Gerais:
- Núcleo de liderança: composto pelos chefes que tomam as decisões estratégicas, recrutam funcionários públicos e coordenam os membros do grupo.
- Núcleo gerencial: formado por familiares e pessoas de confiança que administram recursos financeiros e humanos para executar as ordens dos líderes.
- Núcleo de corrupção: agentes públicos que facilitam, mediante propina, a entrada de ilícitos nas penitenciárias.
- Núcleo operacional e de disciplina: responsável pela distribuição de drogas, atos de violência, intimidação e recrutamento, garantindo a expansão do grupo na região.
Dessa forma, a ação conjunta do Ministério Público e da Polícia Militar busca interromper a atuação desses núcleos e reduzir a força do Comando Vermelho na Zona da Mata.
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