Foto: João Gabriel
Nesta sexta-feira (30 de maio), a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o Centro de Inteligência em Defesa Civil (Cindec) e o Sistema de Meteorologia e Recursos Hídricos de Minas (Simge) alertaram a população mineira sobre os impactos das mudanças repentinas de temperatura — fenômeno típico do outono, que deve se intensificar no inverno de 2025.
Amplitude térmica exige atenção constante
Madrugadas frias, tardes quentes e umidade em queda compõem o cenário atual em todo o estado. A amplitude térmica, ou seja, a diferença acentuada entre as temperaturas mínima e máxima do dia, provoca riscos à saúde, sobretudo para crianças e idosos. Além disso, esse padrão climático favorece o aumento do número de queimadas.
Primeira onda polar e previsão para o inverno
A primeira onda polar do ano chegou ao Brasil na quarta-feira (28 de maio). Apesar de não atingir Minas com a mesma força que o Sul do país, cidades do Sul de Minas e do Triângulo já registram 7 °C nas madrugadas. A Serra da Mantiqueira, por sua vez, enfrenta temperaturas negativas, com formação de geada nas áreas mais elevadas. No entanto, as regiões Norte e Noroeste continuam com madrugadas amenas e dias estáveis, sem frio expressivo.
Por outro lado, a previsão climática para o inverno aponta a permanência do tempo seco nas regiões Central, Norte e Oeste. No Leste, ainda podem ocorrer chuvas fracas e isoladas. Por isso, os riscos associados ao tempo seco, como a baixa umidade do ar e as queimadas, continuam exigindo atenção.
Medidas de prevenção
Diante desse cenário, a Defesa Civil de Minas Gerais intensifica o monitoramento e reforça medidas de prevenção. As equipes acompanham a massa de ar continuamente, divulgam boletins diários e preparam alertas em tempo real, atuando diretamente na proteção da população.
Para reduzir os impactos do clima seco e das oscilações térmicas, a população precisa tomar precauções básicas, como:
- Manter boa hidratação e usar roupas adequadas ao longo do dia;
- Evitar exposição prolongada ao sol ou ao frio extremo, especialmente em horários críticos;
- Atualizar a vacinação contra a gripe, oferecida gratuitamente em todos os postos de saúde;
- Redobrar os cuidados com lixo e fogo em áreas verdes, para evitar incêndios.
Além disso, o coronel Paulo Roberto Rezende, coordenador estadual de Defesa Civil, recomendou que a população preste atenção aos alertas disparados pelo sistema oficial:
“O Cindec e o Simge trabalham em sintonia, monitorando todo o estado. As condições climáticas desta época, com grande amplitude térmica, exigem cuidado redobrado com hidratação, vestimentas adequadas e não exposição em caso de alertas emergenciais. É essencial seguir as recomendações”, afirmou.
Impactos na saúde e no meio ambiente
Durante os meses de junho, julho e agosto, a baixa umidade do ar tende a se intensificar. Com isso, aumentam os casos de doenças respiratórias, desidratação, perda de sais minerais e quedas de pressão. Portanto, a população precisa redobrar a atenção com os grupos mais vulneráveis.
Além dos impactos à saúde, o tempo seco também representa uma ameaça ambiental. Vegetação ressecada e lixo acumulado elevam o risco de incêndios, tanto em áreas urbanas quanto rurais.