Foto: Agência Brasil
O Governo de Minas Gerais decretou emergência sanitária nesta terça-feira (27 de maio). O governador Romeu Zema (Novo) assinou a medida, que passou a valer imediatamente e seguirá por 90 dias.
As autoridades investigam um caso suspeito em Mateus Leme, na Grande Belo Horizonte, a cerca de 300 km de Juiz de Fora. Além disso, elas confirmaram um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves ornamentais, mantidas em um sítio na região metropolitana da capital mineira.
Estado amplia ações de prevenção
O governo intensificou as medidas de monitoramento e prevenção. As equipes públicas e privadas atuam em conjunto, conforme as diretrizes do Ministério da Agricultura e os protocolos sanitários.
Embora a transmissão para seres humanos seja rara, ela pode ocorrer. O risco aumenta em pessoas expostas a uma grande carga viral ou com baixa imunidade. Portanto, o governo reforçou que a doença não se transmite por alimentos bem cozidos.
Autoridades alertam para riscos à saúde
O Governo Federal explicou que a circulação do vírus entre aves gera risco esporádico de infecções humanas. Esse risco ocorre especialmente entre pessoas que lidam diretamente com aves infectadas ou frequentam ambientes contaminados.
Apesar da raridade, a infecção pode provocar quadros graves. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que a taxa de mortalidade chega a 53%, o que acende um alerta importante.
Estado já tinha registro anterior
Em 2023, as autoridades confirmaram um caso de Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade (H9N2) em um pato silvestre da espécie Cairina moschata. Esse tipo causa poucos ou nenhum sintoma nas aves e não oferece risco aos seres humanos.
Agora, diante do novo foco, o estado acelerou a execução de medidas emergenciais. As equipes mobilizaram recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos para reforçar o controle da doença.
Plano de contingência orienta as ações
O governo já segue o Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade. Esse plano surgiu em 2022, após o primeiro foco da doença na América do Sul.
Até o momento, as autoridades garantem que a produção avícola mineira permanece preservada. Além disso, elas ampliaram as ações de biosseguridade nas granjas comerciais e intensificaram a educação sanitária.
O trabalho inclui vigilância constante em propriedades de risco, cadastro e vistoria em criatórios de subsistência, além de intervenções sanitárias nas áreas afetadas. Dessa forma, o governo busca conter o avanço da doença e proteger a população.
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