Foto: Sejusp / Divulgação
Na Penitenciária José Edson Cavalieri, em Juiz de Fora, seis mulheres que cumprem pena participam diariamente da produção de sacolas feitas com papel reciclado. O trabalho integra o projeto “EmbalandO Bem rumo à liberdade”, desenvolvido pelo Governo de Minas em parceria com a empresa Paraibuna Embalagens.
As atividades acontecem em um galpão de 45 metros quadrados montado dentro da unidade. Lá, as internas cortam, dobram, colam e estampam cerca de 300 sacolas por dia. O papel utilizado vem das sobras da produção de uma empresa localizada no município.
O projeto começou em outubro de 2023. Antes de iniciar o trabalho, as presas passaram por treinamento e se capacitaram em todas as etapas da produção. Muitas delas já tinham experiência como costureiras na fábrica de lençóis da própria penitenciária.
Oportunidade de recomeço
Além de gerar renda — equivalente a ¾ do salário mínimo — o trabalho garante a redução da pena. A cada três dias de serviço, elas conseguem abater um dia da condenação, conforme prevê a legislação.
De acordo com o diretor da unidade, Thiago de Castro Costa, a iniciativa oferece mais do que ocupação. Ela ajuda as mulheres a reconstruírem sua autoestima e a mudarem a forma como se enxergam e são vistas pela sociedade.
O secretário de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, também destacou os benefícios. Segundo ele, o projeto reduz a ociosidade, diminui as chances de reincidência e ainda representa economia para as empresas, que podem cortar até 60% dos custos com mão de obra em comparação com contratos celetistas.
A superintendente da Paraibuna Embalagens, Rachel Marques, vê a ação como uma oportunidade única. Para ela, a experiência transforma não só a vida das presas, mas também de todos que participam da iniciativa.