A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária nas contas de luz passará de verde para amarela em maio. Com a mudança, haverá cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kilowatts-hora (kWh) consumidos.
Até abril, o país vinha operando com bandeira verde, graças às condições favoráveis dos reservatórios. No entanto, com o fim do período chuvoso e a previsão de chuvas abaixo da média, o cenário se deteriorou.
Maior uso de térmicas aumenta o custo da energia
Com a redução no volume de água armazenada, será necessário acionar mais usinas termelétricas. Essas usinas, por utilizarem combustíveis fósseis como gás natural e óleo, têm custo de produção mais elevado do que as hidrelétricas.
Além disso, o acionamento das térmicas impacta todo o sistema elétrico nacional, elevando o custo médio da energia para todos os consumidores. Esse movimento é considerado natural em momentos de estiagem prolongada.
Sistema de bandeiras orienta o consumidor
A Aneel implementou o sistema de bandeiras tarifárias em 2015 para tornar mais transparente o custo da geração de energia. Conforme o custo aumenta, a bandeira muda de cor, indicando a necessidade de cobrança extra.
Atualmente, as bandeiras são classificadas da seguinte forma:
- Verde: sem cobrança adicional;
- Amarela: R$ 1,885 a cada 100 kWh;
- Vermelha patamar 1: R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- Vermelha patamar 2: R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Portanto, a mudança para a bandeira amarela representa um alerta, mas ainda não configura situação de emergência.
Consumo consciente pode aliviar impacto na conta
Diante do novo cenário, a Aneel reforça a importância de hábitos de consumo consciente.
Entre as principais recomendações estão:
- Reduzir o tempo de banho com chuveiro elétrico;
- Aproveitar a luz natural para iluminar ambientes;
- Desligar aparelhos eletrônicos que não estão em uso;
- Evitar o uso excessivo de equipamentos de grande consumo, como ar-condicionado.
Além disso, pequenas ações diárias podem gerar economia significativa ao longo do mês.
Perspectivas para os próximos meses
O comportamento das bandeiras tarifárias nos próximos meses dependerá das condições climáticas. Caso as chuvas permaneçam abaixo da média, não está descartada a possibilidade de migração para bandeiras vermelhas, o que elevaria ainda mais a economia.