Foto: Divulgação / PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apreendeu, na quinta-feira (3 de abril), uma grande quantidade de materiais de construção em Juiz de Fora. De acordo com os investigadores, os produtos foram comprados de forma fraudulenta, provavelmente com cartões clonados.
As equipes da 5ª e da 6ª Delegacia de Polícia localizaram os materiais em dois endereços: uma obra no bairro Lourdes e a casa de um homem de 44 anos. Entre os itens apreendidos estavam argamassa, cimento, pisos, fios elétricos, mangueiras, plafons e caixas de embutir.
A operação, batizada de Mateus 7:26-27, começou após uma denúncia feita por uma loja de materiais de construção no bairro Bom Jardim. O estabelecimento relatou compras suspeitas feitas por telefone, com pagamento por links digitais.
Além disso, a polícia descobriu que os pagamentos usaram cartões emitidos em nome de um médico da cidade. O profissional negou qualquer envolvimento. Segundo ele, criminosos abriram uma conta bancária em seu nome de forma ilegal.
O homem em posse dos produtos se apresentou espontaneamente na delegacia. Conforme seu depoimento, ele comprou os materiais de um vizinho, por valor de mercado, e acreditava que fossem legais. A polícia o liberou após ouvir seu relato. No entanto, ele vai responder por receptação culposa, conforme o artigo 180, parágrafo 3º, do Código Penal.
Enquanto isso, as investigações continuam. A delegada Bianca Mondaini, responsável pela operação, afirmou que a polícia tenta identificar os autores do golpe e outros envolvidos. A suspeita é de que uma organização criminosa esteja por trás das fraudes, com atuação concentrada nas zonas Leste e Sudeste da cidade.
O nome da operação faz referência a uma passagem bíblica que fala sobre a insensatez de ignorar ensinamentos corretos. Segundo a polícia, isso simboliza a fragilidade e a ilegalidade das ações dos envolvidos no esquema.