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O Grupo Encruza de Teatro estreia seu mais novo espetáculo, Benze, uma investigação cênica sobre a gestualidade e a prática da benzeção em Minas Gerais. A temporada acontece nos dias 5, 6, 11, 12 e 13 de abril, sempre às 20h, no Teatro Paschoal Carlos Magno. O projeto, financiado pela Lei Paulo Gustavo por meio da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) e da Prefeitura de Juiz de Fora, propõe um mergulho nas tradições populares de cura e espiritualidade por meio do teatro.
Pesquisa e Processo Criativo
Durante o processo de criação, o grupo aprofundou sua pesquisa sobre a gestualidade e os gestos no teatro, utilizando a biomecânica de Vsevolod Meyerhold como base. Além disso, a pesquisa dialoga com os conceitos da estudiosa de teatro negro Leda Maria Martins, que investiga a oralidade, a corporeidade e os ciclos de reexistência nas teatralidades negras. Dessa forma, Benze une tradição e experimentação para construir uma narrativa que valoriza os saberes ancestrais.
“Benzer é um ato de entrega. Dessa maneira, é um gesto que ecoa nos corpos e atravessa tempos. No palco, reverenciamos a força dos saberes ancestrais e as histórias que resistem no toque e na palavra”, explica o encenador Fernando Valério.
Acessibilidade e Formação Cultural
Todas as sessões contarão com intérprete de Libras, garantindo acessibilidade ao público. Além disso, o projeto prevê a realização de três oficinas de teatro negro em espaços de educação do município. Dessa forma, a proposta busca ampliar o alcance da pesquisa e promover um diálogo entre arte e formação cultural.
Os ingressos podem ser adquiridos tanto on-line quanto presencialmente no Teatro Paschoal Carlos Magno.
Sobre o Grupo Encruza de Teatro
O Grupo Encruza de Teatro é um coletivo dedicado à investigação das teatralidades negras, explorando os gestos da diáspora e a corporeidade como narrativa cênica. O grupo se destaca pela criação de espetáculos que dialogam com memórias afro-brasileiras e espiritualidades ancestrais. Seu repertório inclui montagens como Orixás, Flores e Amores, que explora os arquétipos dos orixás através da performance, e Mata-me, um experimento cênico que investiga temas como violência, resistência e ancestralidade.
Com uma linguagem que mistura teatralidade, corporeidade e ritos ancestrais, Benze dá continuidade a essa trajetória, afirmando o teatro como espaço de cura, memória e reexistência.
Espetáculo Benze – Dias 5, 6, 11, 12 e 13 de abril, às 20h, no Teatro Paschoal Carlos Magno (Rua Gilberto de Alencar, 1, Centro). Ingressos a R$ 20, disponíveis on-line e presencialmente.