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A memória é um compromisso permanente. No dia 31 de março, Juiz de Fora relembra um dos momentos mais sombrios de sua história. Foi nessa data, há 61 anos, que tropas partiram da cidade para dar início ao golpe civil-militar de 1964. O regime instaurado mergulhou o país em censura, perseguições e violência. Por isso, recordar esse passado é essencial para evitar que os erros se repitam.
Dessa forma, a Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa e da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), promove uma sessão especial e gratuita do filme Ainda estou aqui. A exibição acontece na próxima segunda-feira, 31 de março, no Cine Alameda, e será seguida de um bate-papo com a atriz juiz-forana Pri Helena. A artista integra o elenco do longa-metragem vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, o que torna a discussão ainda mais relevante.
Além disso, o evento busca estimular a reflexão sobre os impactos da ditadura militar no Brasil. A censura, a tortura e as graves violações de direitos humanos marcaram esse período. Assim, iniciativas como essa garantem que a história seja contada sob a perspectiva das vítimas e não dos opressores.
Dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres, o filme reforça a necessidade de manter viva a memória do passado. Por meio de uma narrativa intensa e sensível, a obra convida o público a refletir sobre a importância da democracia e da justiça. Portanto, assistir a essa sessão representa não apenas um momento de cultura, mas também um ato de resistência.
Evento: Exibição do filme Ainda estou aqui, seguida de bate-papo com Pri Helena.
Data: Segunda-feira, 31 de março.
Horário: 19h.
Local: Cine Alameda.
Ingressos: Retirada no cinema 1h antes da sessão (sujeito à lotação).
A memória resiste. A democracia se fortalece.