Foto: Divulgação / CBMMG
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou denúncia contra dois indivíduos envolvidos no trágico acidente ocorrido na BR-116, em Teófilo Otoni, no dia 21 de dezembro de 2024. A colisão resultou na morte de 39 passageiros do ônibus da empresa Entram.
O acidente e as vítimas fatais
O acidente aconteceu no km 286,5 da rodovia. O motorista da carreta, que transportava dois semirreboques com blocos de quartzito, totalizando 103,68 toneladas, fez uma manobra em alta velocidade. Durante a curva, o segundo semirreboque tombou, soltando um bloco de 36,43 toneladas. O bloco atingiu um ônibus que seguia na direção contrária. Como resultado, o ônibus explodiu, matando 39 pessoas, incluindo crianças de 1, 9 e 12 anos.
Responsabilidades e acusações
O MPMG denunciou o motorista da carreta por homicídios qualificados e tentativa de homicídios, além de fugir do local sem prestar socorro. Já o dono da empresa de transporte também foi denunciado por homicídios e falsidade ideológica, pois ele inseriu dados falsos no Manifesto de Carga com o objetivo de burlar fiscalizações.
Fatores que contribuíram para o acidente
De acordo com a denúncia, o acidente foi agravado por vários fatores, como o excesso de peso da carga, velocidade excessiva e jornada de trabalho exaustiva do motorista. A carreta transportava 77% a mais do que o limite permitido e, em determinado momento, o veículo atingiu 132 km/h, muito acima dos 62 km/h recomendados para esse tipo de carga.
Consequências jurídicas
Como resultado, o motorista enfrentará 39 acusações de homicídio e 11 de tentativa de homicídio, além de infrações no Código de Trânsito Brasileiro. O proprietário da empresa de transporte responderá por homicídios, tentativas de homicídios e falsidade ideológica. Ambos terão que enfrentar as consequências legais por essa tragédia.