Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) apresentou, nesta segunda-feira (10), o programa Partiu IF, que busca preparar estudantes da rede pública para ingressar nos Institutos Federais de Educação. O anúncio ocorreu durante um evento em Natal (RN), no qual também foi criada a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP).
Para reduzir desigualdades educacionais e ampliar oportunidades, a iniciativa oferecerá aulas preparatórias gratuitas. Além disso, os participantes receberão um auxílio financeiro de R$ 200 por mês, durante oito meses, garantindo melhores condições para concluir o curso.
Como funciona o Partiu IF?
O programa fortalece a base educacional dos alunos interessados nos cursos técnicos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Atualmente, essa rede conta com 685 unidades espalhadas pelo Brasil.
Os cursos são divididos em dois módulos. Primeiro, o Ciclo Básico, que inclui aulas de linguagem, matemática e ciências naturais, além de oficinas de redação para reforçar o aprendizado. Em seguida, a Formação Suplementar oferece apoio psicopedagógico, monitoramento acadêmico e suporte individualizado aos estudantes.
Dessa forma, a expectativa é formar 650 turmas, cada uma com 40 alunos, ampliando significativamente o acesso ao ensino técnico para milhares de jovens.
Quem pode participar?
A seleção dos estudantes segue critérios de equidade social e educacional. Portanto, o programa prioriza jovens negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Além disso, exige que a renda familiar per capita não ultrapasse um salário mínimo (R$ 1.518) e que os candidatos estejam matriculados no 9º ano do ensino fundamental na rede pública.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a proposta atende alunos que enfrentam dificuldades no aprendizado e precisam de reforço para ingressar nos institutos federais.
“O objetivo é permitir que esses jovens cheguem mais preparados para os processos seletivos dos institutos federais.”
Investimento e metas
O governo federal planeja beneficiar 78 mil estudantes até 2027, proporcionando mais acesso à educação técnica. Para isso, investirá R$ 463 milhões no programa.
Além disso, em 2025, a meta inicial prevê o atendimento de 26 mil alunos, com um orçamento estimado em R$ 115,8 milhões. Esse investimento reforça o compromisso do MEC em ampliar o ensino técnico no Brasil.
Quando começam as aulas?
As primeiras turmas iniciarão as aulas no sábado, 15 de março. Desde agosto de 2024, um projeto piloto já funciona no Instituto Federal do Sul de Minas (Ifsuldeminas), no campus de Pouso Alegre (MG).