Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (27 de fevereiro), em Juiz de Fora, Marcelo Eberle Motta, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada. A sentença inclui ainda o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor dividido entre os demais condenados.
Motta estava em prisão domiciliar desde dezembro de 2023. Agentes da Polícia Federal o prenderam em sua residência pela manhã, e ele foi encaminhado ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), no Bairro Linhares, onde permanece detido.
Outros condenados na região
Marcelo Motta não é o único da região condenado pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O advogado Eduardo Antunes Barcelos, de Cataguases, também recebeu pena de 17 anos pelos mesmos crimes. Ele havia sido preso preventivamente em janeiro de 2023, mas obteve prisão domiciliar em dezembro do mesmo ano.
Além deles, a juiz-forana Joanita de Almeida foi sentenciada a 16 anos e meio de prisão, enquanto Jaqueline Freitas Gimenez recebeu pena de 17 anos. Outro morador da cidade, o policial federal Marcelo Bormevet, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento na suposta trama golpista. O caso segue em análise no STF.
Defesa se manifesta
A defesa de Marcelo Eberle Motta afirmou que respeita a decisão da Justiça, mas considera que ela não reflete a verdade dos fatos. Em nota, os advogados garantiram que continuarão recorrendo para tentar reverter a condenação.
A denúncia da PGR sobre a tentativa de golpe de Estado será analisada pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
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