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A Câmara Municipal de Juiz de Fora realizou, na quinta-feira (27 de fevereiro), uma Audiência Pública para discutir a qualidade da merenda escolar na rede municipal. O debate foi solicitado pelo vereador Sargento Mello Casal (PL), após denúncias de familiares sobre a falta de itens essenciais nas refeições.
“É uma covardia deixar uma criança carente comer apenas feijão puro”, criticou o vereador. Ele questionou a demora nas licitações e a ausência de contratações emergenciais para suprir os alimentos em falta. “Se foi possível comprar leite em pó de forma emergencial, por que não os outros itens?”, indagou. O parlamentar cobrou uma garantia da Prefeitura para evitar novos desabastecimentos. “Parece que os itens estão chegando, mas o que queremos é evitar um novo desabastecimento”.
Conselho denuncia problemas na merenda
Durante a audiência, a presidente do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Denise Gama, relatou falhas graves nas vistorias. “Temos visto alimentos com bichos, vencidos, mal armazenados e cozinhas sujas”, denunciou. Ela também apontou problemas na gestão escolar. “Encontramos funcionárias que não sabem ler. Como vão conferir se os alimentos recebidos estão corretos?”.
Comunidade expressa preocupação
Moradores de Juiz de Fora participaram do debate e manifestaram indignação. “O que estamos vendo é assustador. Isso está longe do que esperamos da Prefeitura”, afirmou Ângelo Cabral. Já Natália Paletta destacou o impacto da merenda na educação. Segundo ela, a qualidade da alimentação influencia diretamente o desempenho dos alunos e a posição do município em rankings como o Ideb.
Contratação de professores
O secretário de Recursos Humanos, Mateus Giacometti, informou que, neste ano, foram contratados 2.532 professores temporários e 83 coordenadores pedagógicos. Entre os docentes, 1.037 são de apoio a crianças com deficiência, enquanto 70 atuam na área de linguagem. O suporte a alunos com deficiência ocorre mediante laudo da Secretaria de Educação.