A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprovou nesta semana dois requerimentos pedindo à Prefeitura a instalação de grades de proteção lateral no Viaduto Roza Cabinda, no Centro. As propostas, apresentadas pelos vereadores André Mariano e Roberta Lopes (PL), seguem para análise do Executivo.
A medida foi motivada por dois acidentes fatais no viaduto nos últimos seis meses. O primeiro ocorreu no dia 8 de setembro, quando um motociclista de 25 anos bateu no muro de contenção e caiu de uma altura de oito metros na Avenida Francisco Bernardino. O segundo, no sábado (22 de fevereiro), envolveu um motociclista de 39 anos que colidiu com a mureta e caiu de aproximadamente dez metros. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Especialista aponta falhas na segurança
Para o coordenador dos cursos de Engenharia da Estácio, Robson Costa, a estrutura do viaduto não oferece proteção suficiente. Segundo ele, a maioria das pontes e viadutos do país conta apenas com barreiras baixas, que impedem a queda de veículos, mas não de motociclistas. Ele também destaca a falta de sinalização viária conforme normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o que compromete a segurança no local.
Costa citou um caso semelhante em Fortaleza, onde barreiras foram instaladas após recomendação do Ministério Público do Ceará, com o objetivo de reduzir acidentes e evitar suicídios. No viaduto da capital cearense, foram fixadas estruturas de aço e telas metálicas ao longo de toda a extensão.
Prefeitura defende segurança do viaduto
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora afirmou que a obra foi executada conforme normas técnicas e fiscalizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A administração municipal garantiu que a sinalização do viaduto segue os padrões exigidos e informou que a primeira inspeção técnica ocorrerá em julho deste ano, um ano após a conclusão da obra.
A proposta dos vereadores agora aguarda resposta do Executivo, enquanto a população cobra soluções para aumentar a segurança no viaduto.