Foto: João Gabriel
Em janeiro de 2025, Juiz de Fora registrou saldo positivo de 1.058 empregos formais. O número resulta da diferença entre 7.373 admissões e 6.315 desligamentos. Esse é o maior saldo já registrado para o período desde o início da série histórica do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 2020. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Crescimento acima das médias estadual e nacional
O desempenho do município superou proporcionalmente as taxas de crescimento do estado e do país. Enquanto o estoque de vínculos formais em Juiz de Fora cresceu 0,72%, Minas Gerais registrou aumento de 0,08% e o Brasil, 0,29%. Atualmente, a cidade conta com 148.773 trabalhadores com carteira assinada.
Setores que impulsionaram o crescimento
O setor de serviços liderou a geração de empregos, com saldo positivo de 1.149 vagas. A construção civil criou 244 postos de trabalho, e a indústria adicionou 127 empregos formais. Por outro lado, a agropecuária teve leve retração, com saldo negativo de 13 postos, e o comércio fechou 449 vagas, algo comum no período pós-festas.
Ambiente de negócios e infraestrutura favorecem crescimento
O secretário de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (SEDIC), Ignacio Delgado, destacou que o saldo positivo reflete melhorias no ambiente de negócios da cidade. “Não apenas as normas mais ágeis para abertura e consolidação de empresas, mas também a infraestrutura urbana e a zeladoria tornaram Juiz de Fora mais atrativa para investimentos”, afirmou.
Além disso, Delgado ressaltou a importância de fortalecer setores intensivos em tecnologia, aproveitando o capital humano qualificado e as instituições de ensino e pesquisa do município. “O objetivo é criar um ecossistema de inovação que impulsione ainda mais a economia local”, completou.
Mercado de trabalho mostra resiliência
O economista da SEDIC, Breno Pires Resende, enfatizou que o saldo positivo em janeiro é especialmente relevante, pois historicamente, o período é marcado por um número maior de demissões devido ao fim dos contratos temporários no comércio. “Mesmo diante desse desafio, o volume de admissões compensou as perdas, demonstrando a força e o dinamismo do mercado de trabalho local”, explicou Resende.