Foto: Welison Oliveira
Os passageiros do Aeroporto Presidente Itamar Franco, na Zona da Mata, têm sofrido com atrasos e cancelamentos constantes nos voos da VoePass. Nos últimos dias, diversas reclamações surgiram sobre longas esperas e falta de suporte da companhia.
Na última quarta-feira (26 de fevereiro), um voo para São Paulo, programado para decolar às 20h30, partiu apenas às 00h13, acumulando quase quatro horas de atraso. Situações semelhantes ocorrem frequentemente, dificultando o embarque e causando prejuízos aos clientes.
Fim da parceria com a LATAM agrava crise
A situação da VoePass pode piorar nos próximos meses. No dia 25, a LATAM Brasil anunciou que não renovará o acordo de codeshare com a companhia, encerrando a parceria em agosto deste ano. Com isso, a venda de passagens da VoePass pela LATAM será suspensa, o que pode impactar diretamente a receita da empresa.
A companhia aérea já enfrenta dificuldades financeiras. Atualmente, a VoePass acumula uma dívida de R$ 215 milhões. Para evitar a apreensão de suas aeronaves, a empresa conseguiu na Justiça um prazo de 60 dias, tentando impedir um colapso imediato.
Passageiros relatam prejuízos
O número de reclamações sobre os serviços da VoePass aumentou em plataformas como o Reclame Aqui. Passageiros relatam atrasos de mais de cinco horas, cancelamentos sem aviso prévio e falta de assistência.
Um morador de Ubá afirmou que seu voo de Guarulhos para Juiz de Fora foi cancelado no momento do embarque, sem qualquer notificação. A mudança inesperada gerou gastos extras com transporte e alimentação.
Outro passageiro de Juiz de Fora teve seu voo cancelado e foi realocado para um trajeto com desembarque no Rio de Janeiro. No entanto, a empresa não reembolsou imediatamente os custos adicionais com transporte até Juiz de Fora.
Além disso, um viajante que partia de Congonhas para a Zona da Mata enfrentou um atraso de mais de cinco horas. Ele perdeu compromissos importantes e recebeu apenas um lanche simples como assistência.
Futuro incerto da companhia
A VoePass enfrenta dificuldades financeiras há anos. Entre 2012 e 2017, passou por um processo de recuperação judicial. A crise atual se intensificou após a pandemia de Covid-19 e um acidente em Vinhedo (SP), que resultou em 62 mortes.
O futuro da companhia segue incerto. Com o fim da parceria com a LATAM e o aumento das reclamações, os transtornos para os passageiros tendem a crescer. Até o momento, a empresa não se manifestou sobre os problemas no Aeroporto da Zona da Mata.
Foto: Welison Oliveira