Foto: Cemig/Divulgação
A Cemig realizou, ao longo de 2024, nove simulados de emergência, capacitando 1.526 pessoas em comunidades próximas às suas usinas. Essa ação, além de cumprir a Lei Nacional de Segurança de Barragens, busca preparar a população para situações extremas. Para 2025, a companhia planeja mais quatro simulados nas usinas de Emborcação (maio), Irapé (julho), Peti (agosto) e Três Marias (setembro).
Embora as barragens sejam seguras e monitoradas continuamente, os treinamentos seguem as diretrizes do Plano de Ação de Emergência (PAE). Dessa forma, os moradores e trabalhadores locais aprendem sobre rotas de fuga, pontos de encontro e sinais de alerta.
Segurança e monitoramento contínuo
De acordo com Diogo Carneiro, engenheiro de Planejamento Hidroenergético da Cemig, os simulados são fundamentais para reforçar o conhecimento sobre o PAE. “As barragens da Cemig estão seguras, sem riscos para a população. No entanto, a capacitação é essencial para que todos saibam como agir em situações extremas”, explica.
Além disso, antes dos treinamentos, a Cemig cadastra os moradores da Zona de Autossalvamento (ZAS), seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa área inclui locais situados a menos de 10 km ou 30 minutos da chegada de uma onda de inundação, caso ocorra um rompimento.
Atualmente, a empresa mantém 18 PAEs, os quais estão disponíveis para consulta no site da Cemig.
Tecnologia para segurança da população
Além dos treinamentos, a Cemig instalou, em 2024, 730 Dispositivos Individuais de Notificação (DINs) e oito torres de sirenes ao redor das usinas de Camargo e Itutinga. Os DINs funcionam como alertas sonoros que podem ser acionados pela Defesa Civil em caso de risco de alagamento.