Foto: Pexels
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A cidade de Juiz de Fora registrou um aumento alarmante de casos de dengue em 2024, com um crescimento de 954% em comparação ao ano anterior. Foram 16.081 diagnósticos confirmados, além de 10 mortes. Em 2023, os números foram bem menores: 1.525 casos e apenas uma morte.
Esse avanço preocupa especialistas, especialmente com a circulação do sorotipo 3 da dengue, que não era predominante no país desde 2008. Esse vírus é mais agressivo, e grande parte da população, incluindo as crianças, está suscetível.
O médico infectologista Rodrigo Souza alerta que, apesar de a imunidade ser específica para cada sorotipo, a vacina contra a dengue (Qdenga) já demonstrou eficácia para os sorotipos 1, 2 e 3. A vacinação é essencial, principalmente para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária com o maior número de internações. No entanto, a adesão à vacina tem sido baixa em Juiz de Fora, o que agrava o cenário.
Em Minas Gerais, o número de casos em 2025 já ultrapassa 2.100 confirmações, com três mortes sob investigação. O Ministério da Saúde já contabilizou um óbito este ano, e a previsão é de que o número de casos continue a subir, especialmente devido às condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Prefeitura de Juiz de Fora têm adotado medidas de enfrentamento, incluindo a aplicação da vacina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o monitoramento diário dos casos de arboviroses. A SES-MG também está utilizando drones para detectar criadouros do Aedes aegypti, investindo R$ 30 milhões na tecnologia.
Especialistas ressaltam que a eliminação de criadouros é essencial para combater a dengue. É fundamental que a população elimine objetos que acumulem água, como pneus, garrafas e baldes, e tome medidas preventivas, como o uso de repelentes e a instalação de telas em janelas.
A dengue continua sendo uma doença grave, e a maior parte dos óbitos poderia ser evitada com a assistência adequada e a prevenção. Fique atento aos sintomas da doença, como febre, dor de cabeça, fadiga, dores musculares e dor atrás dos olhos.