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No último sábado (14 de dezembro), equipes de Urologia e Oncologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF) realizaram sete cirurgias oncológicas de cabeça e pescoço e quatro procedimentos urológicos. A ação faz parte da campanha “Ebserh em Ação”, uma iniciativa nacional que busca ampliar os atendimentos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de cirurgias, exames e procedimentos em 45 hospitais universitários do país.
De acordo com o cirurgião oncológico e professor da Faculdade de Medicina da UFJF, Alexandre Ferreira, o mutirão demonstra o compromisso do HU com o atendimento à população. “É um esforço conjunto de médicos, equipe de enfermagem, administrativa e de limpeza, fora do horário habitual de trabalho. Além de aliviar as filas, é uma oportunidade para os residentes devolverem o investimento público na formação deles”, destacou. Ferreira ressaltou a alta demanda por cirurgias oncológicas, especialmente em áreas críticas como cabeça e pescoço, onde o HU é referência na cidade.
Redução das filas e tempo de espera
Para o médico urologista e professor da UFJF, André Avarese, o mutirão ajuda a diminuir a fila de espera na especialidade. “O HU acaba concentrando o atendimento urológico do SUS em toda a macrorregião. Esses esforços aliviam a fila e reduzem o tempo de espera dos pacientes”, explicou.
Além dos cirurgiões, o papel da equipe de anestesia foi essencial. O anestesista Malcon Lopes destacou o esforço coletivo: “Profissionais se mobilizaram com boa vontade para atender a população, enfrentando a demanda reprimida e garantindo uma assistência de qualidade”.
A enfermeira Camila Militão, chefe da Unidade de Bloco Cirúrgico, ressaltou o planejamento e a dedicação das equipes de enfermagem e da Central de Materiais e Esterilização, fundamentais para garantir a segurança dos procedimentos e evitar infecções.
Mutirão de hérnia também beneficiou pacientes
Na semana anterior, na terça-feira (10 de dezembro), o HU realizou um mutirão voltado para cirurgias de hérnia umbilical, epigástrica e inguinal. Sob coordenação da cirurgiã Héster Bevilaqua, foram realizados 11 procedimentos. “Com o apoio da Ebserh, conseguimos resolver o problema de muitos pacientes que aguardavam com dor e dificuldade de acesso ao SUS”, afirmou a médica.