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Uma trabalhadora de Juiz de Fora foi demitida por justa causa após difamar a empresa em que trabalhava na rede social LinkedIn. Segundo a justiça, ela também enviou mensagens privadas aos chefes com o objetivo de prejudicar a imagem da empresa.
Entre as palavras usadas pela colaboradora, estavam frases como “A empresa é horrível”, “não dá oportunidades de verdade”, “só enganam a gente” e “trabalho é escravo”, conforme relatado pelo Tribunal Regional do Trabalho. Após ser desligada, a funcionária entrou na justiça para reverter a demissão e obter verbas indenizatórias, alegando que não havia praticado falta grave e que, apesar das postagens, não houve exposição direta da empresa.
No entanto, ao examinar o recurso, o desembargador José Murilo de Morais manteve a decisão da 5ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora, afirmando que houve lesão à honra do empregador. “A decisão rejeitou o argumento da autora de que não teria havido exposição da empresa, considerando ser de conhecimento geral que um grupo empresarial adquiriu o supermercado onde ela trabalhava”, explicou o TRT em divulgação.
Contratada em 14 de junho de 2019 e demitida em 3 de agosto de 2023, a mulher foi considerada culpada de difamar publicamente a empresa. “O meio digital, há algumas décadas, vem permitindo a utilização, muitas das vezes, de maneira irresponsável, para extrapolar os limites das reivindicações reconhecidas quando da utilização devida dos meios legais cabíveis, violando e afrontando os direitos de imagem e de privacidade que são esteios da República”, completou o desembargador José Murilo.