O Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF) convocou os educadores da Rede Particular para uma nova paralisação das atividades nesta quinta-feira (27). A decisão é uma resposta à proposta de reajuste salarial considerada vergonhosa apresentada pelos donos das escolas após meses de negociação.
O Sinpro-JF divulgou que a proposta patronal, apresentada após a paralisação da categoria no dia 15 de maio, consiste em um abono de 1,5% em julho e 1,5% em novembro. Para um educador que recebe um salário de R$ 2 mil, isso representa apenas R$ 30 em julho e outros R$ 30 em novembro, uma oferta classificada pelo sindicato como um verdadeiro escárnio.
“Os patrões continuam enchendo os bolsos de dinheiro às custas da exploração dos educadores. Professor precisa de respeito, não de esmola!”, declarou o sindicato em comunicado oficial.
Diante do impasse, uma nova rodada de negociação foi realizada no dia 10 de junho, onde os donos das escolas insistiram em um abono único de 5% no mês de julho, equivalente a R$ 100 para um salário de R$ 2 mil. A proposta foi rejeitada pelo Sinpro-JF, que exige a valorização do trabalho dos professores com ganho real.
“Não podemos nos aquietar com esse descaso! Exigimos a valorização do nosso trabalho com ganho real!”, enfatizou o sindicato.
A base das justificativas patronais para negarem o ganho real e a equiparação dos pisos salariais é a alegação de que a maioria das escolas opera no “vermelho”. No entanto, o Sinpro-JF aponta que muitos estabelecimentos de ensino têm ampliado a infraestrutura, expandido unidades, aumentado o número de salas de aula e matrículas, e aplicado reajustes elevados nas mensalidades no início de cada ano.
O Sinpro-JF tem intensificado suas ações, incluindo manifestações em frente às escolas, denunciando a intransigência patronal e as instituições que intimidam os educadores para impedir a adesão ao movimento de paralisação.
A paralisação desta quinta-feira (27), contará com uma assembleia às 10h no Ritz Hotel, onde os educadores discutirão os próximos passos do movimento. O Sinpro-JF convoca todos os professores da Rede Particular a participarem da paralisação e demonstrarem a força e união da categoria na luta por melhores condições de trabalho e respeito aos seus direitos.