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Após mais de dois meses de paralisação, os professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Instituto Federal (IF) Sudeste MG decidiram indicar a saída unificada da greve. A decisão foi confirmada pela Associação dos Professores do Ensino Superior (Apes), que anunciou que a saída está prevista para ocorrer entre os dias 26 de junho e 3 de julho.
Joana Machado, diretora da Apes, informou que haverá uma assembleia com a seção sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) na próxima quarta-feira (26) para discutir e votar a finalização da greve. “Nossa expectativa é que a assembleia sinalize o fim da greve, alinhando nossa decisão com o movimento nacional”, afirmou Joana.
No entanto, os Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) da UFJF e do IF Sudeste MG continuarão com as atividades interrompidas. O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (Sintufejuf), Flávio Sereno, destacou que as decisões da categoria são independentes das dos docentes. “Nosso Comando Nacional orientou a continuidade da greve, e a maioria das assembleias concordou com essa decisão”, explicou Flávio, indicando que as reuniões semanais dos TAEs continuarão a debater o rumo do movimento.
Além dos professores da UFJF, os docentes dos Institutos Federais de Juiz de Fora, Muriaé e Santos Dumont também concordaram com a necessidade de organizar a saída da greve. O próximo passo será repassar essa posição ao Comando Nacional dos professores, que avaliará a indicação das assembleias de todo o país.
Apesar da sinalização para o fim da greve na região, Joana Machado ressalta que as reivindicações dos professores não foram atendidas pelo Governo federal. “As contrapropostas apresentadas foram insuficientes”, disse. As mobilizações exigiam recomposição orçamentária, a revogação de medidas consideradas autoritárias para a educação, além de melhorias salariais e na carreira docente.
Segundo Joana, os objetivos da greve foram tratados de forma “intransigente e antissindical” pelo Governo. “Mesmo sem alcançar todas as nossas metas, acreditamos que é o momento de encerrar a greve de forma unificada”, concluiu a diretora da Apes-JF.