Foto: PJF
O maior congresso de nutrição da América Latina teve a participação de Juiz de Fora. O nutricionista Thiago Balbi Seixas, responsável técnico pelo programa municipal de alimentação escolar, representou o município no Encontro Técnico de Nutricionistas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) 2024. O evento, organizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do MEC, fez parte da programação do Congresso Brasileiro de Nutrição (Conbran), realizado em São Paulo.
Durante o encontro, foram apresentadas atualizações e informações técnicas sobre as ações de alimentação e nutrição, com o intuito de aprimorar a execução do PNAE. Profissionais de diversas coordenações do FNDE estiveram presentes, bem como nutricionistas de várias regiões do Brasil. Foram abordados temas como apoio financeiro à infraestrutura; aleitamento materno; agricultura familiar; educação alimentar e nutricional; atualização da Resolução nº 465/2010 do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN); Transtorno do Espectro Autista e ambiente alimentar escolar. “É de extrema importância essa iniciativa para os nutricionistas do PNAE, pois compartilhamos das mesmas dificuldades na execução do programa em nosso cotidiano. A abordagem atualizada dos temas e a troca de experiências propiciam repensar a conduta no serviço”, salientou Thiago.
O represente de Juiz de Fora destacou a abordagem sobre a seletividade alimentar relacionada ao autismo, já que vem crescendo o número de crianças diagnosticadas com TEA, exigindo dos nutricionistas e equipes diretivas das escolas e creches a constante atualização sobre o tema, a fim de pensar estratégias mais adequadas para atender às necessidades nutricionais desse público.
Para ele, outro ponto fundamental abordado no evento foi o ambiente alimentar escolar, que coloca como grande desafio o envolvimento dos pais. Isso porque, como pontuou Thiago, “percebe-se que, de forma expressiva, muitos pais compram para os filhos alimentos ultraprocessados, com alto teor de gorduras saturadas, açúcares, sódio e aditivos químicos. Isso dificulta a aceitação da refeição servida nas nossas escolas. Em Juiz de Fora, as refeições da Rede Municipal de Ensino são preparadas com base, essencialmente, em alimentos in natura e minimamente processados”, observou.