Foto: SEE/MG




O papel do professor de matemática é crucial no processo educacional, contribuindo significativamente para o desenvolvimento intelectual, cognitivo e criativo dos estudantes. Muitos enfrentam desafios ao aprender matemática, mas um professor comprometido pode ajudá-los a superar essas dificuldades.

São os casos de Rita Nogueira, da Escola Estadual Professor Fábregas, em Luminárias, no centro-Oeste mineiro, e Silmara Silva, da Escola Estadual David Campista, em Poços de Caldas, no Sul do estado. Ambas estão entre os 20 finalistas da Olimpíada de Professores de Matemática do Ensino Médio (OBMBr).




As professoras, que integram o quadro de servidores da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), foram selecionadas entre 600 inscritos na primeira edição da competição. A premiação reconhece professores com excelente desempenho em sala de aula e divulgará os vencedores da categoria ouro em um evento online nesta quarta-feira (27/3).

Além de abordar geometria, estatística e trigonometria, o cuidado com os estudantes faz toda a diferença no ensino da matemática. Para Rita Nogueira, é essencial adaptar a disciplina à realidade dos estudantes.




“A área da educação envolve lidar com pessoas. Isso me motiva a buscar a adaptação da realidade para dentro da sala de aula. A educação não pode ser desassociada da função social e cultural da escola”, afirma Rita. “O ensino da matemática é um desafio, e a cada ano tento adaptar essa disciplina ao contexto de vida dos alunos que estão sentados na minha sala de aula, que não pode ser separado da área educacional”, diz.

Além da gratidão aos mestres que já passaram por sua formação, a professora se sente orgulhosa do caminho que os estudantes vêm trilhando. Uma de suas ex-alunas lembra os trabalhos desenvolvidos por Rita para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).




“Os projetos de educação financeira, gincanas e premiações relacionadas à Obmep, e preparatórios para o Enem, promovidos pela Rita, ajudavam muito. Com certeza o trabalho dela influenciou minha escolha acadêmica, uma vez que com suas aulas pude me apaixonar pela matemática e acompanhar uma ótima profissional no dia a dia”, destaca Maria Fernanda Furtado Avelino, acadêmica em Matemática na Universidade Federal de Lavras (Ufla).

Já a professora Silmara Silva prioriza um ambiente de aprendizado seguro e acolhedor em sua sala de aula. “Utilizar jogos, vídeos, recursos computacionais para auxiliar no aprendizado também faz parte das minhas estratégias. Mas a principal delas é o carinho, tratar os estudantes com amor e respeito faz toda diferença”.




Silmara complementa que é importante “tornar a sala de aula um lugar seguro, onde eles pudessem perguntar sobre qualquer dúvida que tivessem sem medo de julgamentos”.

Premiação

A competição, criada por um grupo de engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), busca valorizar a docência e a pesquisa da matemática no Brasil. O conselho acadêmico da OPMBr conta com agentes da Secretaria de Educação Superior e da Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), da Associação Nacional dos Professores de Matemática da Educação Básica, além de especialistas em olimpíadas do conhecimento.




O processo de avaliação dos participantes incluiu três etapas: prova, apresentação em vídeo ilustrando o trabalho desenvolvido em sala de aula e, por fim, uma entrevista analisada pelos avaliadores da OPMBr.

A cerimônia de premiação ocorrerá virtualmente no dia 27/3, transmitida pelo site da OPMBr. Os dez professores premiados terão a oportunidade de participar de um intercâmbio técnico e cultural de 15 dias em Xangai, na China, reconhecida por seu desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).




Após a viagem, estão programados 50 workshops em 50 cidades, onde os vencedores compartilharão suas experiências e conhecimentos, visando melhorar o ensino da matemática em todo o país.

Fonte: Agência Minas