Foto: UFJF




Os laboratórios da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) têm um papel essencial na luta contra as arboviroses. Dois desses laboratórios, o Laboratório de Biologia Molecular da Faculdade de Farmácia e o Centro de Estudos em Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (Cemic/ICB), estão realizando análises de testes moleculares que abrangem 52 municípios mineiros.

Segundo informações da UFJF, esses laboratórios têm recebido aproximadamente 300 amostras semanalmente para análise. Os testes, credenciados desde 2020 pelo Governo estadual, não se limitam apenas às arboviroses, incluindo também febre amarela e Covid-19.




Os números divulgados pelo painel de monitoramento de arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) revelam uma situação preocupante em Minas Gerais. Até a última sexta-feira (1º), foram confirmados 135.382 casos de dengue no estado, sendo 1.430 apenas em Juiz de Fora.

Os laboratórios da UFJF têm se organizado para atender diferentes regiões. O Laboratório de Biologia Molecular da Faculdade de Farmácia cobre a área da Superintendência Estadual de Saúde de Juiz de Fora, enquanto o Cemic/ICB atende à Gerência de Saúde de Leopoldina.




Marcelo Silvério, diretor da Faculdade de Farmácia, destaca que a unidade recebe cerca de 150 amostras semanais para testes de arboviroses, com uma taxa de positividade de 25%, principalmente para o tipo 1 da dengue. Por outro lado, no Cemic, a coordenadora Vanessa Cordeiro Dias informa que a positividade atinge 60% nas amostras recebidas.

Os profissionais de saúde alertam sobre a importância do momento certo para a coleta de sangue para o exame de RT-PCR, utilizado no diagnóstico. A coordenadora Vanessa enfatiza que “é importante coletar até o quinto dia de sintomas. Depois disso, a probabilidade de encontrar o vírus diminui”.