Foto: PJF
A Prefeitura de Juiz de Fora teve acesso ao levantamento feito pela Polícia Militar sobre registros de ocorrências de furto de cobre na área central do município entre janeiro e setembro, dos anos de 2022 e 2023. No comparativo, constatou-se uma redução de 47% nos números de casos desta natureza. O resultado é atribuído às ações administrativas e operacionais de combate aos crimes de furto e de receptação de materiais metálicos adotadas pela Prefeitura em parceria com outros órgãos do Estado.
Frequentemente, são realizadas ações conjuntas em que agentes das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Fiscalização de Posturas se integram numa força tarefa voltada para a vistoria de depósitos de recicláveis e ferros velhos. As Operações Hefesto agem para a quebra do ciclo do comércio de materiais metálicos furtados na cidade.
Já são oito investidas com o objetivo de coibir irregularidades, verificar adequações legais dos estabelecimentos e a presença de materiais de origem não comprovada. Para reforçar a eficiência da ação, desde junho de 2022, a lei 14391/2022 exige a comprovação da origem de materiais recicláveis em cobre em depósitos da cidade.
De acordo com o subcomandante do 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM) em Juiz de Fora, Major Jean Amaral, a redução está diretamente vinculada às ações empreendidas no combate à receptação. “As ações conjuntas tiveram muito peso e geraram muito resultado. O número de estabelecimentos que foram fiscalizados foi muito grande. Isso gerou temor, fazendo com que aqueles materiais que fossem facilmente detectados deixassem de ser recebidos lá”, afirma em relação ao trabalho feito em parceria com as secretarias de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc), Sustentabilidade em Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (Sesmaur) e as forças de segurança estaduais. O militar ainda acrescenta o investimento em patrulhamento intensivo durante a madrugada, reuniões com moradores em redes de prevenção para dificultar furtos e a utilização do Olho Vivo para monitoramento da atividade delituosa na região central.
A secretária de Segurança Urbana e Cidadania, Letícia Delgado, observa a relevância das operações conjuntas. “Elas demonstram a disposição do poder público em somar esforços com outras estruturas de atuação para soluções compartilhadas. A intersetorialidade é uma das marcas da atual gestão. O resultado é fruto dessa potência de trabalho feito junto, cada um na sua esfera, se apoiando e contribuindo para o coletivo”, aponta.
A realização de operações integradas entre as forças de segurança e o poder público municipal se firmou como estratégia bem-sucedida no controle dessa modalidade de atuação ilícita. No último ano, a iniciativa pioneira foi estendida para as cidades de Ubá, Viçosa, Leopoldina e Muriaé onde, concomitante à operação em Juiz de Fora, também foram feitas diligências a ferros velhos e sucateiras.
A retirada de peças metálicas como hidrômetros, fios e cabos elétricos para extração de cobre causa, além do prejuízo material, com as custas de reposição de equipamentos, sérios impactos no fornecimento de serviços públicos à população. Serviços essenciais como abastecimento de água, luz, internet e até a mobilidade urbana são interrompidos, comprometendo atividades do comércio, da dinâmica urbana e da vida diária das pessoas.