Se antes estava engatinhando no automobilismo elétrico, no próximo ano, o Brasil dará seu primeiro grande passo. Isso porque a cidade de Maringá, no estado do Paraná, receberá a primeira montadora de carros elétricos do país. A informação foi divulgada por Marcos Cardiolli, secretário de Inovação, Aceleração Econômica, Turismo e Comunicação.

De acordo com o secretário, a novidade faz parte do projeto de investimentos na industrialização de Maringá, além de outros setores como tecnologia digital e saúde. Com a finalidade de mostrar a população o que está por vir, um dos carros elétricos que será produzido será exposto no Paço Municipal da cidade paranaense.

Montadora de Carros Elétricos Será o Futuro

Atualmente, o que posiciona Maringá com uma economia forte no país ainda é o agronegócio, sendo ela a nona cidade exportadora do Brasil e a 11ª importadora. Entretando, o setor de tecnologia digital vem se firmando como o segundo eixo mais importante da economia da cidade.

A montadora de carros elétricos será parte de uma extensa gama de investimentos no setor industrial de Maringá. Mas, de acordo com Cardiolli, não somente industria, mas saúde e tecnologia digital serão grandes vertentes a serem impulsionadas no próximo ano.

“Nós entendemos que com o lançamento do Parque Tecnológico de Maringá, esse setor está muito associado a serviços, e nós pretendemos evoluir mais rapidamente também com a implantação de indústrias de alta tecnologia”, diz afirma Marcos.

Ainda segundo o secretário, até 2030, o setor automobilístico elétrico poderá representar de 12 a 30% das vendas de carros elétricos, com uma estimativa de até 62% de vendas até o ano de 2025. Com essas previsões, uma série de marcas estão realizando lançamentos de veículos elétricos na cidade, como o JAC e-JS4, Mini Cooper, Fiat 500e, Volkswagen ID.4 GTX e Renault Zoe.

Primeiro Carro Elétrico Foi Produzido no Brasil

Em 1974 a fabricante de veículos Gurgel lançou seu projeto de carro elétrico: o Itaipu, o primeiro da América Latina — ideia que viria a ser assumida pelas grandes montadoras só no século 21.

O Itaipu tinha carroceria de fibra de vidro, com apenas 2,65 metros de comprimento por 1,40 de largura e lugar para duas pessoas. O painel tinha o velocímetro, amperímetro e voltímetro e o motor gerava 3,2 kW, equivalente a 4,2 cv, com velocidade máxima de 50 km/h e autonomia de 60 a 80 quilômetros com carga total.

Apesar de inovador e avançado para a época, não chegou a ser produzido em linha de montagem.

Fonte: