28/07/2021

Operação apreende quase duas toneladas de material irregular em ferros-velhos

Com o objetivo de combater o crime de receptação e inibir o furto de materiais elétricos como fios de cobre, cabos de telefonia e internet, além de tampos de bueiro, gradis e placas de metal, foi desencadeada, na manhã desta segunda-feira, 5, a Operação Hefesto. Equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Receita Estadual da Fazenda, Fiscalização de Posturas e Guarda Municipal agiram simultaneamente em 15 ferros-velhos da cidade, verificando a adequação destes estabelecimentos às leis e monitorando a presença de materiais provenientes de furto. No total, 96 agentes públicos estiveram envolvidos na operação, batizada com o nome de “Hefesto” em referência ao deus mitológico protetor das atividades relacionadas ao metal.

Resultaram das abordagens, três prisões por receptação e a remoção de 1.720,50 quilos de material irregular encontrado nos depósitos vistoriados. Somente de cobre, foi uma tonelada. Houve necessidade de uso de máquina e dois caminhões do Demlurb para a retirada do volume. Também foi feita uma interdição total de imóvel, devido à ausência de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), uma interdição parcial, por falta de sistema preventivo a incêndios nas instalações e 14 advertências emitidas devido a irregularidades flagradas pelas equipes dos Bombeiros nos locais. Outros 16 documentos foram expedidos perla fiscalização de posturas, quanto a alvará de localização, limpeza do local e desobstrução de via.

A operação foi idealizada e coordenada pela equipe da Guarda Municipal, a partir de levantamento produzido pelo setor de inteligência do órgão, tendo em vista o aumento do furto de peças de ferro das áreas públicas e da constatação de danos aos serviços públicos gerados pela queda de sistemas de energia e comunicação, interrompidos pela supressão de cabeamentos.

De acordo com a secretária de Segurança Urbana e Cidadania, Letícia Paiva Delgado, o intuito principal dessa primeira abordagem foi mostrar a presença do estado. “A partir de agora, vamos começar a atuar. O estabelecimento pode funcionar, desde que esteja trabalhando dentro da legalidade, porque além do crime de receptação, o comércio destes materiais está causando prejuízos vultosos à Prefeitura, degradando severamente os equipamentos públicos, colocando em risco a população e a prestação de serviços essenciais para todos. São danos muito sérios gerados em escala”, afirmou.

O custo de uma placa de trânsito subtraída da via, custa em média R$ 120, apenas para a confecção de nova peça, sem contar a mão de obra, para ficar nos danos materiais ao patrimônio público. Isso sem considerar a possibilidade da falta de sinalização causar acidentes, gerando outros danos, custeio de suporte hospitalar público para as vítimas e até a perda de vidas.