Com o avanço da pandemia de covid-19, as máscaras faciais se tornaram o principal meio para salvar vidas.

Atualmente, o uso é obrigatório no transporte coletivo em todo o País.

Na última semana, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgou um boletim extraordinário sobre a covid-19 demonstrando preocupação com o mais recente ritmo de avanço da doença, diante dos níveis de ocupação das UTIs no máximo em quase todos os Estados brasileiros.

A publicação oficial, assinada por médios e cientistas de uma das instituições de Saúde de maior credibilidade da América Latina, também reafirma a importância do uso das máscaras em ambientes coletivos.

No transporte público o uso é obrigatório, mas a máscara deve ser uma prática em todos os espaços de uso comum.

A Fiocruz destacou que as máscaras só terão efeito positivo na comunidade se a maioria das pessoas usarem.

Veja os tópicos relacionados pela Fiocruz sobre a importância da máscara no Boletim Extraordinário.

1) Máscaras de pano multicamadas podem diminuir entre 70% e 80% o risco de infecção;

2) Com 80% ou mais da população utilizando máscaras há uma redução muito acentuada da transmissão. Se somente 50% da população utilizar máscaras a redução será mínima;

3) A combinação de elevados percentuais de uso de máscaras combinadas com medidas de distanciamento físico e social tem resultado em maior controle da transmissão.

4) Se regulamentações governamentais sobre o uso de máscaras são importantes, sozinhas são insuficientes, devendo ser realizadas campanhas sobre a importância do uso e como usar, além da distribuição gratuita de máscaras em larga escala.

Para que a oferta de transporte seja maior proporcionalmente que a demanda, alcançando um distanciamento mínimo entre as pessoas, é necessário encontrar formas de financiamento dessa diferença.

Muitos sistemas de transportes estão próximo do colapso financeiro.

Uma das esperanças de passageiros, prefeitos, governadores e operadores de trens, metrôs e ônibus foi enterrada pelo presidente Jair Bolsonaro em 10 de dezembro de 2020, quando vetou projeto de lei (PL) 3364/20 do deputado Fabio Schiochet que propôs um auxílio emergencial de R$ 4 bilhões para sistemas de transportes em cidades acima de 200 mil habitantes.

A pá de cal foi dada na quarta-feira, 17 de março de 2021, pelo Congresso Nacional, que manteve o veto do presidente Bolsonaro