Foto: João Gabriel - JF Informa

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) publicou dois decretos nesta sexta-feira, dia 5, alterando pontos do programa municipal “Juiz de Fora pela Vida”. A prefeita Margarida Salomão explicou que, diante do quadro epidemiológico da cidade, que aponta para um número maior no contágio de jovens, ao contrário do que vinha acontecendo nos meses anteriores, foram determinadas algumas medidas no intuito de conter este quadro. Segundo dados da área de saúde, o número elevado de jovens contaminados demanda leitos, além de um maior tempo em internações de UTIs.

O documento também reforçará a exigência de que a Secretaria de Mobilidade Urbana (SMU) disponibilize para a população a frota máxima de ônibus nas ruas, medida que gerou uma polêmica entre as empresas de ônibus da cidade.

Segundo a ASTRANSP, a prefeitura de Juiz de Fora já sabe da grave situação financeira que o sistema urbano de transportes vem passando, e recebeu com estranheza a informação do retorno de 100% da frota na cidade, e que a medida pode aumentar o grave déficit que já passa de 70 milhões de reais. Veja na nota:

“A Astransp recebe com espanto a notícia do retorno de 100% da frota do município. Reforça que o sistema está com mais de R$ 70 Milhões de prejuízo desde o inicio da pandemia, devido à grave redução da demanda de passageiros, tal desequilíbrio já reconhecido pelo poder municipal. Nesse contexto, essa determinação agrava ainda mais o desequilíbrio suportado pelas empresas, aproximando-as do colapso geral do sistema. E que, na pratica, ja existe um superdimensionamento da frota para o enfrentamento da pandemia, onde a oferta está 70% e a demanda 48%. Essa determinação também não surtirá o efeito desejado, visto que a maioria absoluta das linhas do sistema é composta por apenas 1 ônibus.”

Antes do inicio da Pandemia em Março de 2020 o setor de transporte urbano em Juiz de Fora empregava cerca de 3.500 trabalhadores. O número reduziu para 2.800, segundo informações da Astransp. O saldo de 700 demissões ao longo dos últimos meses foi confirmado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Juiz de Fora (Sinttro-JF), que teme a possibilidade de novos desligamentos.