Students attend a class at Aplicacao Carioca Coelho Neto municipal school as some schools continue with the gradual reopening, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak, in Rio de Janeiro, Brazil November 24, 2020. REUTERS/Pilar Olivares

A pandemia do Coronavírus provocou o inicio das aulas a distancia, onde cada aluno estuda em sua casa com o material de apoio distribuído pela escola onde estuda, e com isso, mostrou como o ambiente escolar fazia mal para alguns alunos, que com ensino a distancia ficaram mais calmos e com menos medo e ansiedade.

Alguns alunos ao serem questionados se querem o retorno da escola disseram: ” Não quero voltar para um lugar onde sou zoado, prefiro estudar em casa onde só quem vem falar é minha mãe.” Afirmou Tommas de 15 anos.

Algumas mães também apontam uma melhora no humor de seus filhos, que antes iam pra escola e na maioria das vezes voltavam alterados ou tristes. “Meu filho está muito melhor agora com o ensino a distancia, via que ele estava muito triste quando chegava da aula, mas não contava o que acontecia” Disse Juraci mãe de um jovem de 16 anos estudante da rede municipal de Juiz de Fora.

Está rejeição de alguns alunos para o retorno do ensino presencial, é devido o desconforto com uma cultura que geralmente em escolas pode ser visto, a cultura do Bullying, onde este aluno por algum motivo é excluído e acaba ficando sozinho e algumas vezes ate sendo zoado por colegas de classe.

Este problema pode causar no alunos casos de Depressão, onde por estar excluído o jovem fica com alguns complexos e triste.

Criado por psicólogos de Uberlândia (MG), o Janeiro Branco é um mês de conscientização sobre a importância da saúde mental. Fabiana Vitorino, psicóloga e uma das coordenadoras da campanha, conta que o movimento foi criado em 2014 após a divulgação de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) que informava que, a cada 40 segundos, uma pessoa suicidava no mundo.

“Pesquisa Censo e Opinião Discente” na Universidade Federal do ABC (UFABC) mostrou que 17,92% dos abandonos de aulas presenciais durante o ano foram por “questões psicológicas”.

Qual é a importância da saúde mental

Segundo um estudo feito pela pesquisadora e psicóloga Karen Graner com discentes de cursos da área da saúde, o sofrimento psíquico aflige 30% dos estudantes brasileiros. Já em escala mundial, esse número sobe para 49,1%, ou seja, a cada dois estudantes, um não está com uma boa saúde mental.

Depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que altera o humor e costuma estar associada com baixa autoestima e culpa, e normalmente traz consigo distúrbios do apetite (comer demais, ou praticamente nada), e de sono (dormir demais, ou quase nada), entretanto um dos aspectos mais nocivos é a falta de perspectivas, um sentimento de ausência de futuro, de impossibilidade de solução dos problemas, que muitas vezes leva até ao suicídio.

Assim como o alcoolismo, é uma das doenças menos compreendidas como tal; atribui-se ao doente a culpa por seu mal, considerando-a mera manifestação de preguiça, covardia, irresponsabilidade ou fraqueza. Muitos deprimidos tentam esconder sua condição ou não a entendem, e as pessoas próximas não percebem que se trata de enfermidade, algumas vezes até que seja tarde demais.  

A depressão atinge hoje, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 350 milhões de pessoas no mundo, e diversos países fazem grandes investimentos em pesquisa e tratamento. Embora mais presente na faixa dos 25 aos 45 anos, e seja mais comum em mulheres que em homens, provavelmente pelas características hormonais, é importante lembrar que acomete idoso e criança igualmente, e que o auxílio de pais e familiares, através de observações mais rotineiras, costuma ser benéfica para ampliar a ação escolar quanto à depressão infantil e juvenil.

Tem sido frequente professores detectarem alunos envoltos em melancolia, deflagrada por separação dos pais, dificuldades de aprendizagem, sentimentos de desadaptação ao grupo, sexualidade, bullying, morte ou doença de entes queridos. Para os docentes, que raramente tem qualificação específica para enfrentar esse tipo de problema, a questão é extremamente complicada, é difícil perceber a diferença entre uma tristeza transitória, a que todos estão sujeitos, e a patológica. As coordenações pedagógicas de muitas escolas podem identificar e encaminhar para tratamento, mas necessitam, ainda assim, participação dos professores e familiares para agir com eficiência.