Desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Juiz de Fora, no dia 14 de março de 2020, a população da cidade começou a viver uma nova realidade. Todos foram afetados, e os profissionais e trabalhadores da saúde tiveram que conviver com uma nova rotina, envolta em medo e receio por lidar com uma doença nova e com alta taxa de transmissão.

Segundo a agente comunitária na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Santo Antônio, zona sudeste, Cínthia Matos, 43 anos, “é muito importante que nesse primeiro momento nós, trabalhadores da saúde, sejamos vacinados porque estamos em contato direto com as famílias, com as pessoas que testaram positivo para Covid-19”.

Cinthia foi a primeira agente comunitária imunizada na UBS, unidade que atende cerca de 10.500 pessoas no bairro. Desde o início da pandemia, já foram atendidas e monitoradas 319 pessoas com sintomas de Covid-19 na UBS e, dos 32 trabalhadores do local, cinco testaram positivo, entre eles, Cinthia, que há uma semana perdeu uma tia de 74 em decorrência da doença.

“Semana passada eu perdi uma tia muito querida, que se foi por causa da Covid. Além disso, eu tive a doença em novembro e foi um momento muito difícil, tive muito medo, muita ansiedade, muito receio; meu marido também se contaminou”, conta.

A chegada da vacina é um alento para esses trabalhadores que atuam diretamente com pessoas e pacientes com coronavírus, seja dentro dos hospitais, lugar com maior carga viral, ou na Atenção Primária e Secundária.

“Eu estou muito feliz por fazer parte dessa história neste momento, por ser a primeira agente de saúde vacinada aqui. É importante destacar que todos serão vacinados, basta esperar o seu momento, mas até que isso aconteça, os cuidados continuam e é preciso usar máscaras e lavar as mãos”, avalia Cinthia .

Na cidade já foram imunizadas 12.172 pessoas segundo o vacinômetro da Prefeitura de Juiz de Fora. Nesta terça, 2, trabalhadores de seis estabelecimentos de saúde serão vacinados. Ao longo dos próximos dias, a Secretaria de Saúde visa a imunizar os trabalhadores da Atenção Primária e os hospitais de porta fechada. Os outros grupos prioritários serão informados e imunizados a partir da chegada de novas vacinas no município. A responsabilidade pela compra dos imunizantes é do Governo Federal.